27/01/2012 12:00 am

UE e FMI exigem da Grécia mais medidas contra trabalhadores

UE e FMI exigem da Grécia mais medidas contra trabalhadores

 

A troika, composta pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu (BCE), exigiu nesta sexta-feira (27) que a Grécia adote novas medidas de austeridade, entre elas a redução dos salários, a diminuição das despesas em saúde e defesa e a flexibilização do mercado de trabalho.

 

Uma fonte do Ministério do Trabalho informou que a troika pediu o fim de dois pagamentos extra anuais no setor privado, uma medida que já foi aplicada no setor público, e a redução do salário mínimo, atualmente em 751 euros, até os níveis da Espanha e Portugal.

 

Em seu encontro com os representantes internacionais, o ministro do Trabalho, Giogios Kutrumanis, afirmou que o valor do salário na Grécia já caiu 12% e que já existem “muitas formas de trabalho flexíveis”.

 

Segundo um relatório do Banco Central da Grécia, publicado em dezembro, a percentagem de desempregados no país é de 18,2%, enquanto 21,2% trabalha com horários reduzidos e salários abaixo do mínimo.

 

A troika também pediu o fim do direito dos empregados e empresários de pedir a intervenção da Comissão de Arbitragem de Conflitos Trabalhistas sem o acordo prévio da outra parte.

 

Segundo informou nesta sexta-feira o jornal “Kathimerini”, o primeiro-ministro, Lucas Papademos, distribuiu entre seus ministros uma lista de dez páginas com essas exigências para que Atenas cumpra os cortes já estipulados e comece a praticar novas medidas de economia.

 

Durante entrevista coletiva em Washington, nesta quinta-feira, o porta-voz do FMI, David Hawley, negou-se a confirmar ou desmentir o pedido de novos cortes salariais feito à Grécia

 

Em entrevista ao canal grego “Skaï”, o porta-voz do Governo, Pantelis Kapsis, reconheceu que haverá novas demissões de funcionários para diminuir em 150 mil o número de trabalhadores do setor público até 2015.

 

Sobre a redução dos pagamentos extra, ele explicou que a questão está sendo debatida. Tanto a patronal como os sindicatos se negaram a reduzir os pagamentos extraordinários.

 

Outras medidas da lista da troika incluem cortes “imediatos” das pensões e a redução das despesas com saúde e defesa, assim como a aceleração das privatizações.

 

Fonte: Efe

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=174208&id_secao=9

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