7/04/2010 12:00 am

Trabalhadores paralisam atividades e exigem retomada de discussão com o governo

Por: SINPROESEMMA
“A praça hoje é do povo. É dos trabalhadores em Educação”, disse o professor Euges Lima, ao conduzir por meio do carro de som, milhares de trabalhadores em educação nas ruas do centro da cidade, quando se dirigiam à frente do Palácio dos Leões, nesta terça-feira, (06).

A Praça Pedro II foi o local de encerramento do ato público promovido pelo SINPROESEMMA, que teve início ás 9 horas na Praça Deodoro e marcou a paralisação de advertência por 24 horas.

Com bandeiras, faixas, camisetas, carro de som e apito para chamar a atenção de toda a sociedade, os trabalhadores marcharam durante duas horas pela rua da paz, passaram pela Praça João Lisboa e adentraram as principais ruas da Praia Grande até chegar ao Palácio dos Leões, morada da governadora do Estado, a quem foi dirigido o protesto.
O movimento teve como objetivo retomar a discussão do novo Estatuto do Trabalhador e acelerar a implantação deste documento que substituirá o Estatuto do Magistério em vigência e já obsoleto, dado a necessidade de avançar com os direitos adquiridos pelos trabalhadores, como por exemplo, o piso salarial nacional conquistado ainda em 2008.

APOIO
Ao chegar em frente ao Palácio, o movimento organizado pelo SINPROESEMMA juntou-se ao grupo de professores e funcionários da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA, que lá se encontravam. Os dois grupos protestaram contra a política educacional implantada pelo governo.
O movimento sindical recebeu o apoio ainda da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES) e do Diretório Central dos Estudantes (DCE), da UEMA.

A paralisação dos trabalhadores em educação marca o início de intensa mobilização que se dará em todo o Maranhão nos próximos dias. A iniciativa dos dirigentes sindicais tem a perspectiva de conscientizar a categoria para a necessidade de greve, caso os setores governamentais não sinalizem nas próximas horas qualquer negociação.

ASSEMBLEIA
A decisão de promover a paralisação na capital e interior do Estado foi discutida durante assembleia regional em São Luís, realizada no último dia 24, quando da participação de centenas de trabalhadores em educação.
Na oportunidade os educadores deliberaram sobre extensa pauta que vem sendo reivindicada há dois anos pelo governo, mas que se acentuou nos últimos meses durante construção do novo Estatuto do Educador. Além de São Luís, todas as dezesseis regionais que compõem o SINPROESEMMA, também realizaram assembléia.

“Viemos aqui cobrar do governo o cumprimento efetivo das condições de trabalho que precisamos para exercer nosso papel na sociedade”, disse Júlio Guterres, diretor de Comunicação do SINPROESEMMA e presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras no Brasil (CTB).
Durante discurso, Guterres garantiu mobilização da categoria nas escolas caso o governo não procure o SINPROESEMMA para retomar a discussão e apresentar proposta condizente com a necessidade da categoria.
Por sua vez, o presidente do SINPROESEMMA, Júlio Pinheiro fez uma retrospectiva da luta dos trabalhadores nos últimos dois anos e disse que a discussão por um novo Estatuto não foi priorizado pelo governo.
“Esta atividade de hoje tem o caráter de convocar os trabalhadores da educação para a mobilização que se faz urgente. Ao mesmo tempo, queremos sensibilizar o governo para a necessidade da retomada das negociações para a implantação do Estatuto que garante direitos dos trabalhadores”, disse.
Para Pinheiro, sem a definição dos parâmetros fica comprometida a evolução da carreira. “A categoria reuniu e deliberou sobre este encaminhamento de paralisação de advertência e vamos continuar construindo a mobilização no sentido de travar este debate para que a educação de fato, avance e se efetive”, assinalou ele.

FONTE: http://www.sinproesemma.com.br/2010/4/6/Pagina2304.htm

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