5/07/2012 12:00 am

Trabalhadores chilenos fazem protesto nacional

Trabalhadores chilenos fazem protesto nacional

 

Mineiros, professores, jornalistas e trabalhadores de múltiplos setores anunciaram sua adesão a uma jornada nacional de protesto nesta quinta (5) no Chile por maiores salários e melhorias trabalhistas.

 

A mobilização foi convocada pela Central Unitária de Trabalhadores (CUT) depois de uma assembleia da qual participaram cerca de 200 dirigentes de sindicatos, federações e confederações filiadas a essa central.

 

De igual modo, a Mesa Social por um Novo Chile, que agrupa emblemáticos grupos políticos e sociais, incluída a Confederação de Estudantes do Chile, apoiou a realização do protesto.

 

A CUT defende o aumento do salário mínimo dos 182 mil pesos chilenos atuais (364 dólares) a 250 mil (500 dólares). O palácio de La Moneda propõe subí-lo a 193 mil (386 dólares).

 

O protesto dos trabalhadores neste dia acontece justamente uma semana depois de uma manifestação massiva da qual participaram mais de 150 mil chilenos em todo o país, 120 mil em Santiago, contra a mercantilização do ensino.

 

Ambas as mobilizações são vistas como sinal de um segundo tempo na luta social do Chile e uma resposta dura dos setores governamentais.

 

A Intendência Metropolitana não autorizou a realização da manifestação prevista para hoje na Alameda, alegando razões que foram apoiadas por La Moneda e criticadas pelo mundo social. A autoridade da capital afirmou que os convocantes solicitaram a permissão tarde demais, o que foi desmentido pela CUT.

 

O subsecretário geral da central sindical, Guillermo Salinas, expressou que a disposição que parece prevalecer é a de reprimir os movimentos sociais.

 

Apesar da negativa da Intendência, a CUT reiterou o chamado a se manifestar de maneira pacífica na praça dos Heróis de Santiago, a partir da qual sairiam os manifestantes até La Moeda, com o objetivo de entregar uma carta com as demandas dos trabalhadores.

 

A central também interpôs um recurso de proteção na Corte de Apelações ao considerar ilegal e ilegítima a postura das autoridades locais.

 

Fonte: Prensa Latina

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=187726&id_secao=7

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