28/01/2011 12:00 am

SINPROESEMMA NÃO ACEITA PROPOSTA E ANUNCIA GREVE

SINPROESEMMA NÃO ACEITA PROPOSTA E ANUNCIA GREVE

Em reunião realizada na última terça-feira (25 de janeiro), entre o governo do estado e o SINPROESEMMA, a secretária de Educação do Estado, Olga Simão, apresentou proposta para implantação apenas em 2012 do novo Estatuto do Educador.

De acordo com o presidente do SINPROESEMMA, Júlio Pinheiro, depois de ter se reunido e discutido a contraproposta do governo, a direção decidiu por não aceitar, uma vez que não houve recomposição salarial em 2010 e certamente também não haverá este ano, quando se percebe uma indisposição do governo em negociar com a categoria.

“Temos perdas salariais. Em reunião dissemos que não concordamos com a proposta do governo”, disse indignado o presidente. “Queremos a implantação já. Caso isso não seja possível, o caminho natural é a greve no início do ano letivo”, anunciou Pinheiro, informando que essa posição foi anunciada no final do ano passado e agora, reafirmada no referido encontro com a secretária e assessores da Seduc.

Segundo Júlio Pinheiro, não dá mais para esperar. O sindicato buscou todas as formas para encaminhar a proposta do novo Estatuto durante todo o ano de 2010. “O prazo esgotou-se e não podemos mais protelar uma decisão tão séria”, ressalta.

ORÇAMENTO

O presidente da entidade fez uma retrospectiva na luta do sindicato no ano passado. Ele lembrou que em campanha no final do ano (dezembro/2010), a categoria buscou apoio junto à Assembléia Legislativa por meio dos deputados estaduais Rubens Júnior (PCdoB) e Marcelo Tavares (PSB) para que fosse emendado orçamento do governo que garantissem as despesas previstas no novo Estatuto.

Mesmo com movimento de sensibilização dentro e fora da AL, a maioria dos deputados estaduais votou contra as emendas de complementação orçamentária que previam recursos para a valorização dos educadores, apresentadas pelos deputados Rubens Júnior e Marcelo Tavares durante votação do Orçamento do Estado. A emenda de Rubens Júnior previa recursos no valor de R$ 160 milhões e de Marcelo Tavares, atual presidente da casa, previa recursos no valor de R$ 40 milhões.

“O governo intencionalmente não alocou recursos”, disse Pinheiro, atribuindo a responsabilidade da iminência de uma greve no início do ano letivo, ao governo.

 

Texto: Leocândida Rocha – Ascom/SINPROESEMMA

 

FONTE: http://www.sinproesemma.org.br/2011/1/27/sinproesemma-nao-aceita-proposta-do-governo-e-anuncia-greve-na-educacao-2157.htm

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