20/06/2012 12:00 am

Sindicatos convocam mais protestos contra cortes na Espanha

Sindicatos convocam mais protestos contra cortes na Espanha

 

Os dois principais sindicatos da Espanha – Comissões Operárias e União Geral de Trabalhadores (UGT) -, realizam nesta quarta (20) manifestações em todo o país contra os cortes sociais do governo conservador de Mariano Rajoy.

 

Sob o lema “Não te cales, defenda seus direitos”, as duas maiores centrais sindicais por número de filiados convocaram mobilizações em 58 cidades espanholas, como parte de uma campanha de protestos, que continuará após o verão.

 

Os secretários gerais das Comissões Operárias, Ignacio Fernández Toxo, e da UGT, Cândido Méndez, encabeçarão a marcha de Madri, que começará nesta noite, na praça de Netuno e continuará pela rua de Alcalá, até encerrar na emblemática Porta do Sol.

 

Ambas as organizações criticaram o governo do direitista Partido Popular (PP), por se negar a negociar um acordo pela reativação econômica, o emprego e a coesão social, que envolva todas as forças políticas parlamentares e as instituições do Estado.

 

“Esse seria o melhor caminho para recuperar a confiança e estabelecer uma saída mais justa e equilibrada da crise”, sublinharam em um comunicado.

 

“A administração do PP, no entanto, prefere conversar com a chanceler alemã, Angela Merkel, e com a direita europeia para tentar satisfazer os mercados e instituições financeiras sem conseguir”, denunciaram as centrais operárias.

 

Indicaram que, após quase seis meses no poder, o governo de Rajoy não para de fazer ajustes e colocou em marcha um descarado programa de reformas, com a única obsessão de conter o déficit e acabar com os direitos trabalhistas, sociais e democráticos.

 

As manifestações desta quarta-feira produzem-se um dia antes do Senado votar as emendas à reforma trabalhista, como passo prévio a sua aprovação definitiva no Congresso dos Deputados (Câmera baixa).

 

As Comissões e a UGT recordaram que essa reforma foi aprovada sem negociação nem consulta com os interlocutores sociais.

 

Na sua opinião, as impopulares mudanças introduzidas pelo PP no mercado trabalhista são o maior golpe aos direitos trabalhistas na democracia, ao baratear e facilitar a demissão, reforçando o poder do empresário, e consolidar a precariedade no emprego.

 

Fernández Toxo e Méndez advertiram na última segunda-feira que as manifestações continuarão para além do verão, porque o governo, segundo seu critério, elegeu um cenário de confronto e recusa do diálogo.

 

Eles reiteraram seu chamado à realização de um referendo para que os cidadãos se expressem sobre as políticas de austeridade aplicadas pelo Palácio de Moncloa (sede do poder central).

 

A convocação da manifestação chega em um momento no qual a Espanha se encontra no foco dos mercados, em seu diferencial de dívida com relação a Alemanha e na rentabilidade de seus bônus soberanos.

 

Fonte: Prensa Latina

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=186370&id_secao=9

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