5/10/2009 12:00 am

Sindicalistas promovem ato contra impunidade, nesta terça (6/10), em Brasília

No dia 6 de outubro de 2009 completam nove anos do assassinato do companheiro, trabalhador, sindicalista, diretor do SINDSER-DF e militante do PSTU, Gildo da Silva Rocha.

Ele foi morto em Ceilândia por policiais civis durante um piquete da greve do SLU – Serviço de Limpeza Urbana, órgão do qual era servidor e trabalhava como gari.

Passados noves anos, ninguém foi punido e a perpetuação da injustiça se agiganta com a recente sentença proferida pela justiça (setembro/2009) negando à esposa e filhos de Gildo qualquer indenização pelo crime que tirou a vida de seu marido aos 33 anos.

O crime revoltou o movimento sindical pela forma covarde e mentirosa com que agiram os policiais. Gildo levou um tiro pelas costas e ainda, mesmo depois de morto, foi vítima de calúnias e difamações por parte da polícia para justificar o injustificável. Posteriormente a perícia realizada pela polícia civil do DF desmentiu a armação feita pelos policiais para acobertar o crime que haviam cometido.

Em 2000, Roriz era o governador de Brasília e em suas costas pesam dois crimes contra trabalhadores inocentes. Gildo foi o segundo trabalhador morto pela intolerância e violência contra as lutas sindicais no Governo Roriz. Em 1999 durante uma assembléia e piquete na greve da NOVACAP, foi assassinado o trabalhador José Ferreira da Silva, crime que ficou conhecido como o Massacre da NOVACAP.

A repressão à luta dos trabalhadores e os assassinatos fizeram parte de uma política de privatização e tercerização das empresas públicas. O SLU foi privatizado e o contrato firmado entre o GDF e a Qualix, rendeu a essa empresa privada a fabulosa quantia de R$ 658 milhões, entre os anos de 2000 a 2006. Nesse período a Qualix descumpriu uma série de obrigações, cometeu várias infrações, no entanto nunca recebeu sequer uma multa do governo. A empresa tinha a obrigação de desativar o Lixão da Estrutural, recuperar a área degradada e reintegrá-la ao Parque Nacional de Brasília (Água Mineral), implantar e colocar em operação o novo aterro sanitário e dar continuidade a atividades de coleta seletiva de lixo. Nada disso foi feito. O GDF, porém, continuou despejando milhões nos cofres da empresa.

Autoridades e policiais seguem impunes, mas seus companheiros continuam lutando contra a impunidade, exigindo punição aos assassinos e indenização à família de Gildo.

Fonte: Conlutas/ANDES-SN

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