4/07/2012 12:00 am

Servidores federais fazem ato no Ministério do Planejamento

Servidores federais fazem ato no Ministério do Planejamento

 

Servidores públicos federais, em greve há 17 dias, fizeram nesta quarta-feira (4) uma manifestação em frente ao Ministério do Planejamento, em Brasília, com objetivo de pressionar a pasta a negociar as reivindicações da categoria. O protesto também marcou o Dia Nacional de Lutas, evento comandado pela Confederação Nacional dos Servidores Públicos Federais (Condsef). Greve na Justiça Eleitoral pode prejudicar registro de candidaturas, que está com prazo quase encerrado.

 

Ontem (3), líderes do movimento se reuniram com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, para que ele intercedesse no ministério em favor das negociações. A greve atinge órgãos do Executivo federal em 22 estados e no Distrito Federal (DF).

 

As demandas dos servidores federais são, em linhas gerais, recomposição salarial, extensão do plano de carreira estabelecido pela Lei 12.277/2010 a todos os servidores, ampliação de auxílio-alimentação e saúde, e realização de concurso público.

 

Entre os dias 16 e 20, a Condsef promoverá na capital federal vários atos. Um acampamento será montado na Esplanada dos Ministérios. No dia 18, os servidores sairão em marcha e no dia 20 realizarão um plenária unificada para uma avaliação do movimento.

 

Greve na Justiça Eleitoral pode prejudicar registro de candidaturas

 

Servidores da Justiça Eleitoral iniciaram hoje (4), em vários estados, uma greve de 48 horas para pressionar o Congresso Nacional a aprovar o novo plano de carreira da categoria, que está sem reajuste de salários desde 2003. O movimento ocorre na véspera do fim do prazo para registro de candidaturas a prefeito e a vereador nas eleições de outubro deste ano, o que poderá prejudicar os que deixaram essa providência para os últimos dias.

 

De acordo com o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal (Sinjufego), em Goiás, a paralisação já atingiu 109 dos 120 cartórios eleitorais do estado. No Distrito Federal, onde não haverá eleições em outubro, a o Tribunal Regional Eleitoral informou que não há paralisação e que tudo funciona normalmente.

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconheceu a existência do movimento grevista e informou que fará um balanço da situação ainda hoje.

 

Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores da Justiça Federal e Ministério Público da União (Fenajufe), a greve está ocorrendo, com intensidades diversas, em São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Alagoas, no Piauí, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Acre e Tocantins. Na Paraíba, os servidores do TRE decidem nesta tarde se param os trabalhos da Justiça Eleitoral.

 

Os servidores lutam pela aprovação do Projeto de Lei 6613/2009, na esperança de reestruturação do plano de carreiras e de reposição de perdas inflacionárias. A idéia é que as manifestações e protestos ocorram em frente aos cartórios eleitorais até amanhã (5), data-limite para registro de candidaturas às eleições deste ano.

 

O presidente do Sinjufego, João Batista Morais Vieira, disse à Agência Brasil, por telefone, que, em reunião hoje de manhã no TRE, o presidente do tribunal, desembargador Gilberto Matos Filho, informou que as negociações com o governo federal e o Congresso “não são muito favoráveis aos servidores”. De acordo com o sindicalista, o desembargador disse que o jogo está sendo muito duro, pois eles [servidores] foram transformados “em bodes expiatórios de todos os problemas do serviço público”.

 

“O que nós queremos é apenas a reposição das perdas com a inflação, pois estamos há oito anos sem reajuste, já que o plano de carreira atualmente em vigor é de 2004. Nesse período, a reposição chega a 53%, Quando sair, já estará defasada”, afirmou João Batista.

 

Segundo Batista, o projeto de lei para corrigir a situação está parado há dois anos na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados e, por isso, os servidores estão fazendo a greve de 48 horas na tentativa de abrir um canal de negociação com o governo e o Congresso. Se não forem atendidos, disse ele, a greve poderá se transformar em uma paralisação por tempo indeterminado e causar problemas para a realização das eleições deste ano.

 

Fonte: Agência Brasil

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=187680&id_secao=8

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