31/05/2010 12:00 am

SERVIDOR DO MARANHÃO PARTICIPA DE EVENTO NACIONAL E CHAMA COLEGAS À GREVE

SERVIDOR DO MARANHÃO PARTICIPA DE EVENTO NACIONAL E CHAMA COLEGAS À GREVE

Francisco Florêncio, da coordenação do Sintrajufe, incumbiu-se de uma missão importante no 6º Congresso Brasileiro de Assessores de Comunicação da Justiça, que acontece esta semana em Porto Velho/RO. Ele distribuirá carta chamando atenção dos colegas para a necessidade de adesão à greve pelo PCS. Veja a seguir o documento que ele elaborou e distribuirá no evento.

Companheiras e companheiros servidores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União participantes do CONBRASCOM,

Durante quase dois anos a nossa categoria discutiu, em todo o país, um Plano de Carreira que contemplava, além da revisão salarial, diversos aspectos importantes para o conjunto dos servidores, tais como o combate ao nepotismo e ao assédio moral, além de estabelecer critérios objetivos e claros para ocupação de funções comissionadas.

Após todo esse trabalho de discussão e elaboração na base, o projeto foi solenemente ignorado pela diretoria majoritária da Fenajufe que nos fez engolir um “plano” que não passa de uma revisão salarial.

Apesar de tudo, esse projeto que atualmente está na Câmara Federal não é de todo ruim. Se aprovado, representará cerca de 56% de aumento nos vencimentos dos servidores.

O problema

O problema é que está difícil a aprovação dos PLs 1366/2009, do Judiciário e 1397/2009, do MPU. O governo vem usando de todos os artifícios para barrar a aprovação dos projetos e, além disso, aprovar o PL 549/2009, que congela os vencimentos dos servidores por dez longos anos. Mesmo considerando apenas a inflação oficial, atualmente beirando os 5%, ao final dos dez anos mais da metade do valor de compra dos vencimentos terá virado poeira.

Por isso, para combater o projeto do congelamento e pela aprovação da revisão salarial dos servidores, há cerca de um mês a nossa categoria está realizando uma grande greve que atinge mais de vinte estados, além do Distrito Federal.

O Conbrascom passa ao largo dessa discussão

Impressionante como um fórum da importância do Conbrascom, com onze anos de estrada e que reúne a área de comunicação tanto do Judiciário Federal quanto do Ministério Público da União, ignora o que acontece sob seu nariz e passa ao largo dessa discussão. Em toda a programação de três dias não há uma mesa sequer para tratar da revisão salarial ou sobre as lutas gerais dos servidores (que todos somos).

Tudo bem discutir a pauta específica, os jornalistas, os radialistas, os relações públicas, os fotógrafos, os cerimonialistas, etc., formam grande número de servidores com problemas específicos e que devem, sim, ter um fórum qualificado para discutir suas especificidades. Nesse sentido, o Conbrascom cumpre o seu papel.

Mas companheiros, não somos apenas jornalistas ou radialistas, ou relações públicas… somos também e quiçá principalmente, vez que vivemos do serviço público de qualidade que prestamos todos os dias, SERVIDORES do Judiciário e do MPU.

Nesse sentido, o Conbrascom perde uma grande oportunidade de ampliar o debate sobre o que queremos enquanto servidores, e reputo como uma “vergonha” esse fórum não discutir a pauta coletiva e se debruçar com tanto empenho apenas em seu próprio umbigo.

Responsabilidade

A imprensa judiciária tem um grande peso e competência, vide os trabalhos apresentados no Combrascom. A questão é: qual nível de comprometimento e solidariedade ela tem com seus colegas de trabalho?

Companheiros, a luta é coletiva e conjunta. Precisamos ter a consciência e a clareza de que juntos temos muito mais força para conquistar nossos objetivos. Por outro lado, percebam que, mesmo os que não participam dos movimentos por melhorias salariais e condições de trabalho e que muitas vezes são contra e queimam os colegas que participam dos movimentos, são beneficiados pela luta daqueles que tiveram a coragem de assumir o bônus mas também o ônus da luta. Em nenhum momento os que são contra a greve manifestam interesse de que as conquistas refletidas em seus contracheques sejam retiradas por considerarem “injustas”.

TODOS À GREVE, COMPANHEIROS. Com a participação de todos teremos um movimento paredista forte, coeso, e a solução da revisão salarial em menor tempo. É essa linguagem que o governo entende. É nisso que acreditamos!

FONTE: http://www.sintrajufema.org.br/site/noticias.php?id=626

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