7/01/2011 12:00 am

SÉRGIO TAMER VISITA COMPLEXO DE PEDRINHAS

SÉRGIO TAMER VISITA COMPLEXO DE PEDRINHAS 

Recém empossado secretário de Justiça de Administração Penitencicária, Sérgio Tamer, foi ver de perto a situação do Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Teresa Dias

“A situação aqui é difícil, só vocês para nos ajudarem”. Este era o clamor de Wagner Farias Monteiro, 24 anos, interno do Complexo Penitenciário de Pedrinhas que reivindicava a progressão de seu regime do semi-aberto para o aberto, a qual segundo ele, já deveria ter sido concedida há seis meses. Ele dirigia-se a Sérgio Tamer, secretário de Justiça e Administração Penitenciária, que ontem pela manhã, foi ao local acompanhado de João Bispo Serejo, secretário-adjunto de Administração Penitenciária, Frei Ribamar Cardoso, secretário adjunto de Justiça e Reintegração e outras autoridades. A visita faz parte do plano de diagnóstico dos problemas do sistema carcerário maranhense.

Os protestos dos presos direcionavam-se a diversos aspectos. O principal era relativo ao andamento de seus processos. Saídas temporárias não deferidas e morosidade na progressão de seus regimes eram as mais freqüentes reclamações. “Estou há sete anos aqui, tenho bom comportamento e direito ao benefício, mas só pude sair uma vez até hoje”, disse Aldenildo Ferreira Brito, 39 anos, natural de Turiaçu. “95% dos presos não podem pagar um advogado, dependendo assim da Defensoria Pública. O volume de processos é enorme, e há muita burocracia. Nesta operação conjunta feita agora, vamos tentar identificar o que tanto dificulta a tramitação no Judiciário”, declarou o defensor público geral Aldy Melo de Araujo.

A qualidade da alimentação, fornecida por uma empresa terceirizada, também foi alvo de críticas. A área da saúde, por sua vez, foi um dos destaques. Funcionários do setor afirmaram que o gabinete odontológico não funciona adequadamente há pelo menos três anos, em razão de inexistência de aparelhagem. Material administrativo, como computadores, e medicamentos básicos também estão faltando. Foi frisada ainda a necessidade de uma ambulância própria, pois os presos doentes costumeiramente seriam levados para os hospitais nas próprias viaturas.

 

FONTE: http://www.oimparcialonline.com.br/noticias.php?id=69184

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