25/10/2010 12:00 am

SEDE DO VIVA RIO NO HAITI VAI SER CENTRO DE TRATAMENTO E PREVENÇÃO DO CÓLERA

SEDE DO VIVA RIO NO HAITI VAI SER CENTRO DE TRATAMENTO E PREVENÇÃO DO CÓLERA

Isabela Vieira

Repórter da Agência Brasil

 

Rio de Janeiro- O Ministério da Saúde informou hoje (25) que vai enviar ao Haiti medicamentos e insumos para ajudar o país a enfrentar uma epidemia de cólera, que atingiu cerca de 3 mil pessoas e deixou cerca 250 mortos. Um avião a Força Aérea Brasileira (FAB) parte com a ajuda humanitária na quarta-feira (27), do Rio com destino a capital haitiana, Porto Príncipe.

 

De acordo com nota do ministério, serão enviados 43,2 mil pares de luvas, 12 mil envelopes de sais para reidratação oral, 16,2 mil kits de soro macrogotas (conta-gotas, tubo e soro), 3,5 mil solução injetável Ringer + Lactato, (solução utilizada para reidratação venosa de casos graves), além de 10,5 mil frascos de hipoclorito de sódio que serve para purificar a água..

 

A ação do governo brasileiro se somará aos esforços da organização não governamental Viva Rio, com sede na capital fluminense, que a pedido do ministério vai transformar sua sede em Porto Príncipe, a Hay Nou (Nossa Casa, na língua creoulo), em um centro de prevenção e de referência no atendimento a pessoas com cólera.

 

Em nota divulgada, o presidente da instituição, Rubem César Fernandes, disse que junto com médicos haitianos uma equipe coordenada pela pasta trabalha numa clínica de campanha que já funciona na Hay Nou. O centro da Viva Rio fica no bairro de Bel Air, onde há seis anos a organização desenvolve trabalhos humanitários e de educação.

 

Para ajudar a combater a cólera, a organização também arrecada doações. Na sede da instituição no Rio, os voluntários recebem água potável, sabão e sabonete líquidos, álcool gel, filtros de águas, além de outros itens prioritários para o combate a cólera. As doações são aceitas entre as 9h e as 17h.

 

A epidemia de cólera no Haiti pode ser reflexo do terremoto que deixou mais de 250 mil mortos e 1,5 milhão de pessoas desabrigadas, no começo do ano. Muitas ainda vivem em condições precárias, em acampamentos sem saneamento básico e acesso à água potável. De acordo com César Fernandes, as condições de higiene nesses acampados são complicadas.

 

“As pessoas fazem as suas necessidades todos os dias em latrinas a céu aberto, que acabam se tornando um foco de contaminação por serem de difícil higienização. Muitas vezes nesses locais também não há como lavar as mãos, o que também facilita a propagação da epidemia”, contou.

 

As autoridades locais estimam uma estabilização do número de enfermos, nos próximos dias.

 

Edição: João Carlos Rodrigues

FONTE: http://agenciabrasil.ebc.com.br/web/ebc-agencia-brasil/enviorss/-/journal_content/56/19523/1086918

CONTATOS

facebook.com/observatorio

(98) 99999-9999

observatoriopoliticaspublicaslutasociais@yahoo.com.br