22/11/2010 12:00 am

SAÚDE E EDUCAÇÃO NO CENTRO DA COOPERAÇÃO COM CUBA

SAÚDE E EDUCAÇÃO NO CENTRO DA COOPERAÇÃO COM CUBA

Os sectores da Saúde e Educação têm lugar de destaque na cooperação entre Angola e Cuba. Ao longo dos 35 anos de independência, o país beneficiou do saber e da experiência de 100 mil especialistas cubanos, entre médicos, enfermeiros, técnicos e pessoal de apoio cumpriram missão em Angola, e, pelo menos, 800 professores angolanos foram formados em Cuba à luz das relações de amizade e de cooperação entre os dois países.
Segundo o vice-director da cooperação médica do Ministério da Saúde Pública de Cuba, Pedro Delgado Rustillo, em declarações à Angop, a colaboração médica cubana em Angola tem sido “forte e histórica”. O responsável indicou que desde 1975 cumpriram missão em Angola mais de 350 mil cidadãos cubanos, com destaque para as áreas militar, saúde e educação. “No apoio de Cuba ao Governo angolano para preservar a independência nacional e na luta contra as invasões estrangeiras do então regime do apartheid, que existia na África do Sul, esteve presente a colaboração médica civil cubana”, explicou.
Pedro Delgado Rustillo explicou que o pessoal médico civil cubano tem prestado o seu apoio no combate às grandes endemias, com realce para a malária e cólera, e no elevar de condições de vida das populações. Realçou que “apesar das melhorias que se têm registado no campo da assistência médico medicamentosa, ainda há necessidade de se trabalhar com mais profundidade, no intuito de permitir as populações o acesso rápido os serviços hospitalares”. Explicou que desde 1991 até a actualidade, Cuba tem colaborado com Angola no campo da assistência médica, através da empresa Antex, que neste momento conta com cerca de 900 trabalhadores domiciliados.
Aquele funcionário do Ministério da Saúde de Cuba avançou que existem “fortes perspectivas de se incrementar a presença médica cubana em Angola”, tendo em conta o facto de ser uma das prioridades do Executivo angolano.
Referiu-se à iniciativa do Ministério da Saúde de Angola em apostar na formação de quadros do sector com a colaboração de professores qualificados de Cuba, frisando a existência, neste momento, de docentes cubanos a leccionar em cinco faculdades de medicina em Angola.
Quanto ao reforço da cooperação médica cubana em Angola, Pedro Delgado disse haver boas perspectivas, uma vez que constitui também prioridade do Ministério da Saúde Pública de Cuba e do seu Governo. “Estamos convencidos que à medida que o Governo angolano solicitar pessoal médico para reforçar o quadro sanitário em Angola, Cuba não terá dificuldades em responder com prontidão”, asseverou.
Referiu que os médicos cubanos, para além de atenderem as enfermidades como as cardiovasculares, malária e tuberculose, atendem igualmente as vítimas de acidentes de viação, que têm causado muitas mortes prematuras.
Pedro Delgado indicou que actualmente a colaboração médica cubana se faz sentir em 69 países, onde laboram 37.858 trabalhadores, com destaque para Angola, Etiópia, Venezuela, Nicarágua, Brasil, Nigéria e Guiné-Bissau.

Professores formados em Cuba

A formação de professores angolanos em Cuba remonta dos anos 80. Dados disponibilizados pelo sector de intercâmbio científico internacional do Ministério da Educação de Cuba indicam que desde a década de 80 foram formados 845 professores angolanos em diversos níveis do ensino cubano, no âmbito dos acordos de cooperação existentes entre Angola e o país caribenho.
O director geral para o intercâmbio científico internacional do Ministério da Educação de Cuba, Angel Abascal, disse que nos primeiros anos da independência de Angola, além da colaboração militar, a educação e a saúde foram áreas em que os cubanos tiveram um desempenho preponderante no reforço das relações de amizade e cooperação entre os dois países.
Angel Abascal realçou que desde os anos 80 se iniciam as primeiras graduações por parte de Cuba, para as escolas angolanas que, devido às necessidades urgentes de quadros formados em pedagogia foram licenciados na sua maioria com o nível médio. 
Actualmente, no âmbito dos convénios existentes entre Cuba e Angola, no domínio da educação, estão neste país caribenho 77 quadros angolanos que estão a se formar em pedagogia a nível superior em diversos estabelecimentos especializados, explicou.“Cada ano recebemos 40 estudantes angolanos para se formarem nas áreas de ciências exactas e nacionais a nível pedagógico, os quais são enviados para os centros especializados em Cienfuegos e Santiago de Cuba”, acrescentou.
Informou que em Cuba existem vários organismos formadores, e em relação aos acordos existentes entre os ministérios da Educação de Angola e de Cuba, neste momento está-se a dar prioridade à pedagogia.
Ao fazer uma retrospectiva dos quadros angolanos formados na sua generalidade em Cuba, referiu que a partir de 1976 chegaram a este país crianças com vários níveis de escolaridade e que concluíram os seus estudos em diversas áreas, atingindo a cifra de aproximadamente 18 mil e que actualmente contribuem para o desenvolvimento de Angola. “Havia uma política muito apreciada pelas autoridades angolanas que era a de, uma vez terminado o nível secundário, os alunos eram encaminhados para as diversas especialidades de acordo com a vocação de cada um”, explicou.
Segundo Angel Abascal, os cubanos sentem-se orgulhosos pela ajuda que prestaram a Angola na formação de quadros, uma vez que a grande maioria contribui para o desenvolvimento do país, especialmente neste momento em que se estão a dar passos significativos para recuperar os anos perdidos durante os anos de guerra.
Questionado sobre as centenas de professores cubanos que se deslocaram a Angola em missão desde a proclamação da independência nacional, referiu que a partir de 1975, com a campanha da alfabetização levada a cabo pelas autoridades ango
lanas se inicia a sua presença nesse país africano.
Realçou que mais de 10 mil cidadãos angolanos aprenderam a escrever através da campanha de alfabetização levada a cabo a partir dos primeiros anos da independência nacional e que contou com a presença de professores provenientes de Cuba.

FONTE: http://jornaldeangola.sapo.ao/20/0/saude_e_educacao_no_centro_da_cooperacao_com_cuba

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