10/12/2010 12:00 am

SANEAMENTO BÁSICO EM SÃO LUÍS É UM PROBLEMA ANTIGO E SEM MEIAS-SOLUÇÕES

SANEAMENTO BÁSICO EM SÃO LUÍS É UM PROBLEMA ANTIGO E SEM MEIAS-SOLUÇÕES 

Carolina Mello 

Não é difícil apontar as maiores deficiências do município. O mais recente e talvez mais perceptível problema seja o trânsito, que tem incomodado milhares de cidadãos que vão e voltam de casa para o trabalho todos os dias – tema este abordado na edição de ontem. No tocante ao tempo de existência, contudo, nenhum é mais antigo que o saneamento e, por isso, mais crônico. 

Segundo o sanitarista doutor em engenharia ambiental Lúcio Macedo, a raiz desta questão está umbilicalmente ligada à falta de planejamento urbano e crescimento desordenado da Ilha, ignorada durante sucessivas administrações.

De acordo com o especialista, a expansão de São Luís foi projetada de forma aleatória, não havendo melhorias efetivas de infra-estrutura nos bairros. Embora sejam pouco mais de 200 bairros, na prática, a cidade teria hoje em torno de 800 localidades, englobando área urbana e rural. Os resultados disto, segundo Lúcio, são abastecimento de água, esgotamento, drenagem e limpeza urbana deficitários. 

O maior déficit é o do esgoto, já que apenas 30% dos domicílios da cidade seriam atendidos por rede de esgotamento. E o pior: sem tratamento sanitário equivalente. “Nem metade dos 10% de capacidade de tratamento de esgoto em São Luís é realizada atualmente”, disse Macedo. 

Fazendo uma retrospectiva, o sanitarista explicou que na década de 1970, o município cresceu para o setor leste. Foram construídos conjuntos habitacionais como a Cohab e a Cidade Operária, não havendo, contudo, demarcação de áreas livres. 

Estas áreas serviriam de um lado para a construção de estações de tratamento de esgoto, e de outro para destinação adequada do lixo. Somados a falta de esgotamento, esses fatores levaram a poluição dos mananciais de água da Ilha. Fez-se necessário buscar água para consumo no continente, o que só tornou o abastecimento de água mais dispendioso e complicado.

 

FONTE: http://www.oimparcialonline.com.br/noticias.php?id=66529

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