13/01/2011 12:00 am

REFERENDO ATINGE PERCENTAGEM REQUERIDA – SUDÃO

REFERENDO ATINGE PERCENTAGEM REQUERIDA

A percentagem de participação de 60 por cento, requerida para que o resultado do referendo de independência do Sudão do Sul seja válido, já foi atingido, anunciou, ontem, o Movimento Popular de Libertação do Sudão (SPLM), ex-grupo rebelde, no poder no Sul Sudão.
“A percentagem que valida o resultado foi alcançada, mas apelamos a uma participação a 100 cento”, disse, em Juba, capital sulista, em conferência de imprensa, Anne Itto, vice-secretário-geral do SPLM.
Os sudaneses do Sul pronunciam-se, desde domingo, até sábado, sobre a independência da região, num referendo previsto no acordo de paz que terminou, em 2005, com mais de duas décadas de guerra civil.
Os analistas e a classe política do Norte prognosticam a vitória da opção pela secessão.
A lei do referendo estipula que, pelo menos 60 por cento dos quatro milhões de eleitores, têm de votar para o resultado do escrutínio ser considerados válido. A comissão eleitoral não confirmou se a percentagem já foi alcançado.
Os resultados preliminares devem ser divulgados no fim deste mês ou início de Fevereiro.

EUA admitem tirar o país da lista negra de terrorismo

O Sudão pode ser retirado, em Julho, da lista dos países considerados por Washington cúmplices do terrorismo, se Cartum respeitar os resultados do referendo de autodeterminação no Sudão Sul, disse, na terça-feira, um responsável norte-americano.
“Se o referendo se desenrolar sem incidentes e o Governo reconhecer os resultados, o Presidente Obama anuncia a intenção de retirar” o Sudão da lista negra, disse, à France Press, o principal negociador norte-americano com aquele país.
“È um processo que leva tempo, mas se houver empenho no processo do referendo, a esperança é que o Sudão cumpra com todas as condições para a essa escolha seja feita em Julho”, afirmou Princeton Lyman.
Os resultados do referendo, que pode conduzir à independência do Sudão Sul, devem ser revelados no final do mês. 
Os sudaneses do Sul começaram a votar no domingo, devendo a consulta prolongar-se até sábado.
Para sair da lista dos países que apoiam o terrorismo, o Sudão deve também abster-se de ajudar,  “directa ou indirectamente”, movimentos terroristas, disse o secretário de Estado assistente para África, Johnnie Carson. O Sudão está, desde 1993, na “lista negra” dos Estados Unidos, cuja embaixada em Cartum suspendeu, três anos depois, as actividades em 1996. Actualmente trabalha a nível de representação comercial.

 

FONTE: http://jornaldeangola.sapo.ao/13/67/referendo_atinge_percentagem_requerida


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