21/11/2011 12:00 am

Professores se reúnem para decidir se aderem à greve no RS

Professores se reúnem para decidir se aderem à greve no RS

Diversas instituições optaram por manter as aulas no primeiro dia de paralisação do Magistério

A adesão à greve do Magistério, deflagrada nesta segunda-feira no Estado, é parcial. Boa parte das instituições realiza reuniões com os professores para definir se paralisa as atividades. Algumas escolas, contudo, mantiveram as aulas e outras já optaram pela entrada no movimento. 

Em Porto Alegre, o Colégio Estadual Júlio de Castilhos, o Julinho, iniciou o dia com aulas normais, mas interrompeu as atividades para se reunir com o Cpers/ Sindicato. Após o encontro, 20 professores decidiram entrar em greve e os demais retomaram o trabalho. Já no Instituto Estadual General Flores da Cunha, uma das maiores escolas da Capital, os alunos foram dispensados já na sexta-feira.

O Colégio Estadual Protásio Alves e o Colégio Estadual Florindo Tubino Sampaio têm aulas em horário normal nesta segunda. Os professores do Colégio Estadual Inácio Montanha, no bairro Azenha, e da Escola Estadual de 1º e 2º Graus Presidente Costa e Silva, no bairro Medianeira, estão reunidos para definir andamento dos trabalhos.

A direção do Instituto Estadual Rio Branco de Porto Alegre optou por não entrar em greve, porque os docentes não querem interromper o ano letivo e avaliam como positiva a resposta do governo em relação às reivindicações da categoria e a reforma educacional.

Interior

Em Canoas, na Região Metropolitana, os cerca de 1,4 mil alunos do Colégio Estadual Marechal Rondon têm aulas normais hoje. Já no Vale do Sinos, em Novo Hamburgo, a Escola Estadual 25 de Julho não tem expediente nesta manhã e deixa 2 mil estudantes sem atividades. O mesmo ocorre na Estadual de Educação Pedro Schneider, em São Leopoldo.

Em Caxias do Sul, na Serra, o Instituto Estadual Cristóvão de Mendoza mantém a paralisação até, pelo menos, quinta-feira. As aulas no Colégio Estadual de 1º e 2º Graus Presidente Castelo Branco, em Lajeado, no Vale do Taquari, ocorrem normalmente, mas os professores devem se reunir hoje para avaliar a continuidade. 

A Escola Estadual Nicolau de Araújo Vergueiro, em Passo Fundo, no Norte, ainda não definiu o andamento do trabalho e os professores conversam sobre o assunto nesta manhã. No Centro do Estado, em Santa Maria, o Colégio Manoel Ribas não aderiu à greve, assim como o Colégio Assis Brasil, em Pelotas, no Sul.

Os professores do Instituto Estadual Riachuelo, em Capão da Canoa, no Litoral Norte, trabalharam nesta manhã, mas farão uma assembleia para reavaliar posição frente ao movimento de greve. Os docentes do Colégio Estadual Dom Hermeto, em Uruguaiana, na Fronteira Oeste, já estão paralisados desde o início da manhã. 

Reivindicação

A categoria reivindicava a implantação imediata do piso salarial para professores, aprovado em 2008, de R$ 1.187. Hoje, o professor recebe R$ 790 para 40 horas semanais. Os professores protestavam ainda contra a reforma educacional, que inclui novo sistema de avaliação do Magistério, alteração no plano de carreira e no Ensino Médio. 

Na próxima quinta-feira, está prevista uma assembleia em frente ao Palácio Piratini, no Centro de Porto Alegre. O ato dará início a uma grande manifestação no local e a instalação de uma vigília na Praça da Matriz. 

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