22/10/2009 12:00 am

Professores negam que tenha havido acordo com o governo

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22 de outubro de 2009 às 11:44
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Por Saulo Maclean

Os docentes realizaram passeata ontem em frente ao Palácio dos Leões e decretaram estado de greve
(Professores protestam em frente ao Palácio dos Leões; Foto: G. FERREIRA)

Professores da rede estadual de ensino, integrantes da base sindical, foram às ruas de São Luís, ontem à tarde, para decretar estado de greve da categoria, e desmentir o acordo salarial de reajuste emergencial de 10%, anunciado ontem entre o governo do Estado e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma).   Organizados no Movimento de Resistência dos Professores (MRP), os docentes seguiram em passeata pela Avenida Beira Mar até a sede do Palácio dos Leões, onde acusaram a governadora Roseana Sarney (PMDB) de “usar a sua mídia para enganar a população”.

O protesto dos professores, que teve concentração na Rua da Estrela (Centro), em frente à sede do Sinproesemma, além de exigir o reajuste imediato de 19,21% retroativo a janeiro do Piso Nacional, reprovou “as inverdades” publicadas na edição de ontem do jornal O Estado do Maranhão (Sistema Mirante). Segundo os docentes da base sindical, as assembléias regionais promovidas pelo sindicato, nas quais teria sido “acatada a contraproposta do governo”, são inválidas, para a capital, pois não tiveram suas convocações publicadas cinco dias antes, como exige o estatuto do sindicato.

“Não é verdade que os professores aceitaram a contraproposta do governo. Pelo contrário, nós repudiamos essa imoralidade sugerida pela governadora Roseana Sarney. A decisão da Regional de São Luís foi clara: não vamos compactuar com a ilegalidade. Como vamos aceitar uma proposta que nos próximos anos nos impedirá de lutarmos pelos nossos direitos? Quem decide o que é melhor para a classe são os professores, não o sindicato que, infelizmente, ignorou a soberania da assembléia por causa de seus interesses individuais e políticos”, protestou o sindicalista Marcelo Pinto, professor de História do Cintra.

Durante a passeata, que bloqueou o trânsito por alguns minutos na Avenida Beira Mar, cerca de 300 docentes culparam Roseana Sarney pela falta de aula nas escolas da capital. Com o movimento paredista de ontem, alunos de mais de 70% das unidades de ensino estaduais ficaram sem aulas. Com faixas, panfletos e apitos, os professores usaram frases como: “Professor na rua. Roseana, a culpa é tua!”, para simbolizar o não funcionamento de grandes escolas como, por exemplo, o Complexo Educacional Gov. Edison Lobão (Cegel), no Centro; e o Centro Integrado do Rio Anil (Cintra), no Anil.

‘Governo de fachada’ – Na passeata, os professores também classificaram a governadora Roseana Sarney de “inimiga da classe dos docentes”, e chegaram a sugerir mudanças imediatas na direção do Sinproesemma, contestando o fato de o sindicato ser comandado por pessoas que não exercem a função de docente. Os militantes também denunciaram a péssima infra-estrutura das escolas estaduais, denominando a gestão Roseana Sarney como “um governo de fachada, que se preocupa apenas em pintar o símbolo do governo nos muros, e deixa as salas de aula sucateadas”.

Já concentrados na porta da sede do governo, os professores voltaram a repudiar a publicação patrocinada pelos Sarney. “Hoje, o professor maranhense ganha menos da média nacional (R$ 1.527). A imprensa do governo está mentindo. Não aceitamos sua proposta vergonhosa, como foi publicado no jornal O Estado do Maranhão. Roseana Sarney está usando o seu jornal para enganar os pais dos alunos, que hoje estão sem aulas por causa dessa mentira”, gritou, apontando em direção às janelas do Palácio, o professor de matemática do Centro de Ensino Médio Bernardo Coelho de Almeida (BCA), Antonísio Furtado.

Em assembléia, os integrantes da base sindical decidiram paralisar, hoje (22) e amanhã (23), suas atividades em 50% durante cada turno. O objetivo dos professores é não serem punidos por falta nas unidades de ensino e, assim, conseguir transmitir a real situação da categoria aos alunos. Os docentes também aproveitaram a mobilização para agendar uma nova passeata para amanhã. A concentração será às 15h, na Praça Deodoro, e também seguirá para o Palácio dos Leões. Por fim, a classe deliberou uma nova assembléia geral para a próxima segunda-feira (26). Esta será realizada às 16h, em frente ao Cegel, e terá como objetivo avaliar as novas negociações entre o sindicato e o governo do Estado.

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