22/11/2012 12:00 am

Professores mantêm greve na PUC-SP em protesto contra eleição

Professores mantêm greve na PUC-SP em protesto contra eleição

 

Os professores da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo decidiram manter a greve iniciada há uma semana. A decisão foi tomada em uma assembleia na noite de quarta-feira (21), realizada em um auditório do campus Perdizes, na zona oeste de São Paulo.

 

 

Os docentes, bem como estudantes e funcionários, protestam contra a nomeação de Anna Maria Marques Cintra para o cargo de reitora da universidade. Cintra foi escolhida pelo cardeal dom Odilo Scherer, grão chanceler da PUC. Ela ficou em terceiro lugar na eleição realizada entre alunos, professores e funcionários.

 

O estatuto prevê que a escolha final cabe ao cardeal, mas, tradicionalmente, há pelos menos 30 anos, o cargo sempre foi concedido ao primeiro colocado. A eleição, realizada em agosto, foi vencida por Dirceu de Mello, atual reitor da universidade. “A nomeação de Cintra é um desrespeito à tradição democrática da PUC”, diz o estudante Stefano Wrobleski, 22, membro do centro acadêmico dos cursos de jornalismo e multimeios.

 

Os professores ainda se comprometeram a “defender politica e judicialmente todos os funcionários da instituição, caso eles tenham o cargo ameaçado”. Eles também decidiram formar uma comissão que vai procurar o cardeal dom Odilio Scherer para questioná-lo “sobre os motivos da nomeação de Cintra.”

 

Os grevistas querem que o cardeal mude de posição para que “a vontade da comunidade universitária seja respeitada” ou que a candidata escolhida não assuma o cargo.

 

Anna Cintra foi procurada mas não foi localizada Um texto distribuído pelos apoiadores dela diz que a escolha do cardeal foi “legítima” por estar na regra da disputa e que, mesmo em terceiro na lista, ela foi a mais votada entre os professores.

 

A PUC informou que os três candidatos “são da mais alta grandeza acadêmica, mas que a escolha respeita o estatuto da universidade”. Afirmou também que o período é de realização de vestibular e avaliações acadêmicas e que “eventuais paralisações tendem a prejudicar os alunos e toda a comunidade”.

 

Com Folha Online

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=199475&id_secao=8

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