7/10/2010 12:00 am

PRODUÇÃO INDUSTRIAL CAI EM 9 DE 14 REGIÕES PESQUISADAS PELO IBGE

PRODUÇÃO INDUSTRIAL CAI EM 9 DE 14 REGIÕES PESQUISADAS PELO IBGE

A produção industrial brasileira caiu em agosto, na comparação com julho, em nove dos 14 locais pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), já descontadas as influências sazonais. Os dados, divulgados nesta quarta-feira (6), indicam a desaceleração da economia nacional. Na média nacional, houve uma ligeira queda de -0,1%.

A redução mais acentuada foi registrada no Paraná (7,2%), influenciada principalmente pela paralisação programada em uma refinaria da Petrobras, que afetou o refino de petróleo e a produção de álcool.

São Paulo cresce

Goiás (-4,8%), Rio Grande do Sul (-4,3%), Pernambuco (-4,0%), Amazonas (-3,0%), região Nordeste (-1,9%), Bahia (-1,7%) e Espírito Santo (-1,1%) também apresentaram diminuições acima da média nacional (-0,1%).

Já o Estado de São Paulo, que responde por cerca de 40% da estrutura produtiva do país, teve alta de 1,3% no período, colaborando para a estabilidade do resultado nacional.

“O resultado em São Paulo é explicado principalmente pelo crescimento da produção de bens de capital”, diz o gerente da coordenação de indústria do IBGE, André Macedo. Segundo ele, o fato de a produção de máquinas e equipamentos estar em alta representa um “alento” na indústria, pois sinaliza a expectativa de elevação dos investimentos no setor.

Recuperação

Os indicadores do IBGE também revelam que o setor já se recuperou da crise de 2009. No confronto com agosto do ano passado, os resultados foram positivos nas 14 regiões pesquisadas. Os avanços mais intensos do que a média nacional (8,9%) foram contabilizados no Ceará (17,4%), no Espírito Santo (15,0%), no Pará (11,2%), em Minas Gerais (10,9%), no Rio de Janeiro (9,6%), em São Paulo (9,4%), no Paraná (9,1%) e no Amazonas (9,0%).

No acumulado dos oito primeiros meses do ano, também houve expansão na produção em todos os locais, com destaque para Espírito Santo (31,7%), Amazonas (23,8%) e Minas Gerais (19,2%). Os índices elevados são explicados em parte pelo fato de que, em 2009, a indústria operava em patamares mais baixo devido à crise econômica internacional.

As atividades que apresentaram maior expansão no período foram a produção de veículos automotores, máquinas e equipamentos, metalurgia básica e outros produtos químicos.

Da redação, com agências

FONTE: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=2&id_noticia=138766

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