14/02/2012 12:00 am

Policiais e bombeiros decidem suspender greve no Rio

Policiais e bombeiros decidem suspender greve no Rio

 

Após assembleia realizada nesta segunda-feira (13), bombeiros, policiais civis e militares do Rio de Janeiro suspenderam, temporariamente, a paralisação iniciada na última quinta-feira (9). A assembleia foi realizada no Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social do Rio de Janeiro (Sindsprev), na Lapa, no centro da cidade.

 

Após o Carnaval, o movimento unificado pretende agendar uma nova assembleia em praça pública para definir se a greve será ou não retomada.

 

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), Fernando Bandeira, informou ao Vermelho que os policiais mobilizados procuraram, nesta segunda-feira (13), a Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB-RJ) para pedir apoio na busca de informações sobre os policiais e bombeiros presos.

 

“Procuramos a OAB-RJ para pedir ajuda, sobretudo, a comissão dos Direitos Humanos, como forma de garantir condições dignas aos nossos companheiros”, explicou Bandeira.

 

Segundo nota publicada, a OAB-RJ resolveu pedir esclarecimentos à Secretaria de Segurança Pública sobre a situação dos detidos e os locais onde estão sendo mantidos.

 

Maria das Graças Santos, diretora do Sindsprev e uma das organizadoras do movimento das mulheres dos policiais e bombeiros presos, participou da reunião com a OAB-RJ e informou ao Vermelho que já são aproximadamente 400 policias presos durante a paralisação.

 

Segundo ela, comissões de Direitos Humanos da OAB-RJ e da Assembleia Legislativa seguiram na tarde desta segunda-feira para os presídios com o objetivo de localizar os policiais detidos e avaliar as condições de permanência.

 

“Temos notícia de que o companheiro [Benevenuto] Daciolo, que está detido no Bangu 1, não se alimenta desde sua prisão, está fazendo greve de fome em protesto às reprimendas sofridas pela mobilização dos policiais e bombeiros”, denuncia Maria das Graças.

 

Pauta de reivindicação

 

A categoria pede ao governo piso salarial de R$ 3.500, auxílio-alimentação de R$ 350 e uma jornada de trabalho de 40 horas semanais ou pagamento de hora extra.

 

Joanne Mota, com agências

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=175599&id_secao=8

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