21/11/2012 12:00 am

Paraguaios protestam contra despejo de comunidade indígena

Paraguaios protestam contra despejo de comunidade indígena

 

Uma comunidade indígena que vivia há 22 anos em um terreno foi retirada pela polícia, que usou suas armas para vencer a resistência dos nativos.

O fato gerou forte protesto a mais de centenas de indígenas e vizinhos da zona que pertence ao departamento de Canindeyú, que fecharam a ponte do mesmo nome e a dificultaram o trânsito nas vias próximas.

 

A retirada dos lavradores foi solicitada por um latifundiário, que fez questão disso, apesar do longo espaço de tempo de residência dos indígenas, que tinham construído casas e até uma escola para seus filhos.

 

Os ocupantes, pertencentes à etnia Ava Guaraní, tentaram opor-se a evacuação, mas o importante dispositivo policial intimidou-os realizando disparos para o ar, de acordo com o relato do correspondente do jornal paraguaio ABC Color.

 

Posteriormente, depois de empurrar os indígenas para o caminho ao redor da propriedade, procedeu-se a queima de suas casas e da modesta escola construída por eles.

 

O chefe da polícia de Canindeyú, Atilio Ferreira, declarou à imprensa que as terras, onde durante mais de duas décadas estiveram as famílias agora expulsas, pertencem a “um produtor brasileiro” e a ordem de evacuação corresponde ao promotor da área, José Zarza.

 

Os nativos criticaram fortemente o governo e especialmente o Instituto do Indígena, cujos servidores públicos não fizeram ato de presença para intermediar no conflito e evitar que se cumprisse a ordem sem dar alguma solução aos afetados, entre eles muitas mulheres e crianças.

 

Canindeyú foi também, em junho, palco de outra sangrenta evacuação durante o qual morreram 11 camponeses e seis polícias, e mais de 70 pessoas ficaram feridas, fato destacado como detonante para conseguir a destituição do presidente constitucional, Fernando Lugo.

 

Fonte: Prensa Latina

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=199380&id_secao=7

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