24/11/2011 12:00 am

OTCA discute papel social para preservação ambiental em Manaus

OTCA discute papel social para preservação ambiental em Manaus

Geógrafos defendem o zoneamento da Amazônia em quatro regioes: mata fixa, mata aberta, mata de transição e cerrado.

Deigo Toledano – portalamazonia@redeamazonica.com.br

MANAUS – Representantes de entidades ligadas ao meio ambiente estiveram reunidos, na tarde desta quarta-feira (23), no Tropical Hotel, em Manaus, para discutir ações ligadas à preservação da Amazônia. A palestra “A participação da sociedade amazônica” faz parte  do Seminário “Desenvolvimento e oportunidades da Cooperação Amazônica”, que acontece até esta quinta-feira (24). O evento promove discussões sobre medidas para o desenvolvimento sustentável da região.

Considerada uma das maiores geógrafas do Brasil, a professora Doutora Bertha Becker discursou sobre o pleno aproveitamento dos recursos amazônicos. Segundo a pesquisadora, deveria haver o zoneamento da Amazônia em quatro regioes: mata fixa, mata aberta, mata de transição e cerrado. “Com a divisão, seríamos capazes de adequar as atividades econômicas a cada parte da Amazônia”, disse ela ao portalamazonia.com.

O diretor geral do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), Adalberto Val, explicou como a população deve influenciar nas decisões ambientais juntamente ao governo, por meio do processo chamado “open development”. No novo modelo de gerenciamento, os conhecimentos científicos sairiam dos laboratórios de pesquisa e se juntariam à população. “A participação social cria uma corresposabilidade em relação à preservação do meio ambiente. Não precisamos de estudiosos estrangeiros, que trabalham dentro de escritórios para nos dizer como cuidar da Amazônia, e sim do homem local, que lida com a terra há gerações”, disse.

Val afirmou ainda que o Fundo Amazônia, criado em agosto de 2008 pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, ajudará na regionalização da educação os estados englobados pelo bioma. Características locais devem ser integradas à aprendizagem infantil. “A criança aprende que a vogal ‘e’ vem de elefante, sendo que não temos a espécie na Amazonia. Precisamos que o entendimento dos nossos recursos sejam transmitidos desde as séries de base”, explicou ele ao portalamazonia.com.

A titular da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Nádia Cristina Ferreira esteve presente no evento. A secretária apontou a parceria com os povos indígenas da Amazônia como importante fonte de propulsor do crescimento científico local. “Precisamos aproveitar os conhecimentos tradicionais  das nossas comunidades indígenas e agregá-los às modernas tecnologias para desenvolver a região”, comentou.

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