25/07/2012 12:00 am

Operários franceses da Peugeot protestam contra demissões

Operários franceses da Peugeot protestam contra demissões

 

Milhares de operários do consórcio francês PSA Peugeot Citroen marcharam nesta quarta-feira (25) até a sede do grupo em protesto contra a extinção de milhares de empregos anunciada pela empresa para compensar a queda em suas vendas.

 

Jean-Pierre Mercier, delegado da Confederação Geral do Trabalho (CGT), apontou que a firma teve grandes lucros no ano passado e não tomou medidas para enfrentar uma eventual queda nos mercados como consequência da crise.

 

“Não corresponde aos assalariados pagar a fatura, senão aos acionistas, que devem apertar os cintos”, assegurou o dirigente sindical.

 

Segundo o representante da CGT, nos últimos 20 anos a Peugeot Citroen despediu cerca de 20 mil trabalhadores em todo o país, enquanto que seus proprietários recebiam grandes recompensas.

 

No protesto participaram delegados da fábrica de Aulnay-sous-Bois, ameaçada com o fechamento em 2014, assim como sindicalistas de Rennes, onde se eliminarão 1.500 postos.

 

A demonstração do lado de fora era realizada enquanto no interior do edifício, localizado na avenida parisiense de La Grand Armée, realizava-se um conselho de direção para analisar o plano de reestruturação da firma, que pretende economizar 1,5 bilhão de euros até 2015.

 

Este projeto prevê o fechamento da planta de Aulnay, onde trabalham mais de 3 mil pessoas, além da demissão de outros 5 mil assalariados em todo o país.

 

Segundo a PSA, no primeiro semestre de 2011 suas perdas chegaram a 819 milhões de euros devido à queda na demanda de automóveis.

 

O representante da Confederação Francesa Democrática do Trabalho, Philippe Petry, afirmou que não se pode negar a má conjuntura econômica no continente, mas exigiu um relatório de um especialista para conhecer se as cifras publicadas pela corporação são reais.

 

Em todo caso, destacou Franck Dom, representante dos sindicatos franceses cristãos, o plano de reestruturação da Peugeot é desproporcional e faz com que todo o peso recaia sobre o setor trabalhista.

 

Enquanto isso, um comunicado do agrupamento Força Operária destaca que a direção do consórcio aplicou durante os últimos anos uma série de políticas equivocadas, cujas consequências agravaram a situação.

 

Em lugar de despedir os empregados, devem ser realizadas várias reformas para recuperar os mercados, como aumentar a garantia dos automóveis de dois a cinco anos e abandonar métodos administrativos importados dos Estados Unidos e do Japão, afirma a organização.

 

Fonte: Prensa Latina

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=189386&id_secao=9

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