10/11/2010 12:00 am

NOBEL DA PAZ AUNG SAN SUU KYI PODE SER LIBERTADA SÁBADO EM MIANMAR

NOBEL DA PAZ AUNG SAN SUU KYI PODE SER LIBERTADA SÁBADO EM MIANMAR

 

Pena de prisão domiciliar chega ao fim, e junta prepara libertação.
Ela será solta após derrota de seu partido em eleições contestadas.

Da AFP

Os serviços de segurança de Mianmar se preparam para a libertação iminente da líder opositora Aung San Suu Kyi, símbolo da dissidência à junta militar, poucos dias depois de eleições parlamentares muito criticadas pelos países ocidentais.

A condenação de 18 meses de prisão domiciliar, que a vencedora do Nobel da Paz em 1991 cumpre atualmente, a última de uma longa série de punições, chega ao fim no próximo sábado.

As informações, tanto de fontes do governo que pediram anonimato como de pessoas ligadas a Suu Kyi, apontam para a libertação daquela que há mais de 20 anos simboliza a resistência democrática pacífica em Mianmar.

O filho mais novo dela, Kim Aris, de 33 anos, que vive na Grã-Bretanha e que não vê a mãe há 10 anos, está em Bangcoc para tentar obter um visto.

Fontes oficiais afirmaram que estão preparando a libertação, mas a ordem de soltura deve ser divulgada apenas no último minuto.

A libertação da opositora acontecerá poucos dias depois das primeiras eleições no país em 20 anos, celebradas no último domingo.

Os países ocidentais e a oposição criticaram o processo e denunciaram fraudes. Mas o partido ligado à junta militar que governa o país ignorou a censura internacional e alegou ter recebido 80% dos votos para as futuras assembleias nacionais e regionais.

Há alguns meses, analistas consideram que o regime comandado pelo generalíssimo Than Shwe terminará libertando Suu Kyi, que foi mantida afastada das eleições.

Mas também lembram que o homem forte da junta, que detesta a dissidente, a libertou duas vezes antes de determinar sua prisão novamente.

Em maio de 2009, Suu Kyi estava prestes a ser libertada quando um americano conseguiu nadar até sua casa em Yangun, às margens de um lago. Em agosto do mesmo ano, ela foi condenada a mais 18 meses de prisão domiciliar.

Às vésperas da eventual libertação, Suu Kyi está politicamente mais isolada do que nunca. A vitória eleitoral de 1990 de seu partido, a Liga Nacional pela Democracia (LND), parece cada vez mais longe.

O resultado da votação de 20 anos atrás nunca foi reconhecido pelo regime ditatorial, e a líder opositora passou 15 dos últimos 20 anos privada da liberdade.

Mas a vitória deu legitimidade a Suu Kyi em Mianmar e no exterior. O principal objetivo da junta militar nas eleições de domingo era tentar reduzir esta legitimidade.

Suu Kyi boicotou as eleições, assim como a LND, que foi oficialmente dissolvida. Em tais condições, o futuro político da dissidente é incerto.

Em outro problema para o governo, a junta militar acusou de “terroristas”, que cometeram “atos subversivos para perturbar a estabilidade do Estado”, os rebeldes da etnia Karen que enfrentaram o Exército no leste do país.

Os combates provocaram a fuga para a Tailândia de 20 mil pessoas. Quase todas já retornaram, mas a tensão persiste em um país onde muitas minorias étnicas não têm uma relação pacífica com o governo central.

FONTE:http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/11/aung-san-suu-kyi-deve-ser-libertada-nos-proximos-dias-1.html

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