30/09/2011 12:00 am

No segundo dia, greve dos bancários amplia mobilização

No segundo dia da greve nacional dos bancários, o número de agências e centros administrativos fechados aumentou para 6.248, em 25 Estados e no Distrito Federal, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Na véspera, esse total chegava a 4.191. Sem nova proposta, assembleias nesta quarta-feira (28) confirmaram a continuação do movimento. Ainda não está marcada nova negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

“O movimento está aumentando rápido de acordo com os relatos de sindicatos de todo o país”, afirmou o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro. “A força da greve é proporcional à insatisfação dos bancários, que cresce a cada dia sem manifestação por parte dos bancos.”

Cordeiro reafirmou que os sindicalistas continuam esperando uma manifestação por parte da Fenaban. “Estamos abertos para a retomada das negociações e cabe aos bancos apresentar uma nova proposta.” A Fenaban, por sua vez, informa, em nota, que “segue aguardando a retomada das conversações com o Comando Nacional dos Bancários, visando à construção de uma proposta que leve a um acordo.”

Em São Paulo, além de definir a continuidade da greve, a assembleia da categoria aprovou uma moção de apoio à paralisação nos Correios. Uma manifestação conjunta entre trabalhadores bancários e da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) será realizada nesta sexta-feira (30), no centro da capital paulista.

A presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, criticou o fato de alguns bancos terem recorrido à Justiça para obter interditos proibitórios para impedir a paralisação de agências. “A greve tem crescido a cada dia e é importante que todos participem deste forte movimento nacional. Os bancos já sentiram isso e estão apelando para os interditos”, criticou. Para ela, o impasse se resolve apenas com nova proposta da parte das empresas. “Os bancos não estão conseguindo nada com essa pressão”, critica a dirigente.

Resistência

Enquanto os trabalhadores reivindicam 12,8% de reajuste salarial na data-base (1º de setembro), os bancos ofereceram 8%. O índice inclui 0,56% de aumento real (acima da inflação), enquanto os bancários querem 5%. “O Brasil é um dos países com maior diferença entre os salários. Aqui, um executivo de banco chega a ganhar 400 vezes a renda do piso de um bancário. É preciso modificar essa situação, que contribui para que mantenhamos uma vergonhosa posição entre as dez nações mais desiguais do mundo”, diz Cordeiro.

A UNI, sindicato global do setor de serviços, ao qual à Contraf-CUT é filiada, encaminhou carta ao presidente da Fenaban, Murilo Portugal, manifestando preocupação com o andamento das negociações. “Não entendemos a resistência do setor empresarial em cumprir as demandas apresentadas pelos trabalhadores, pois os bancos brasileiros, mesmo em um cenário de crise econômica, são donos de uma saúde financeira que se sobressai em relação a outras regiões, sendo responsáveis por remessas importantes de lucros para suas matrizes, que contribuem significativamente para garantir bons resultados, não só no Brasil, mas sobretudo globalmente”, diz a mensagem, assinada pelo secretário-geral da entidade, Philip Jennings.

Fonte: Rede Brasil Atual

 

FONTE: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=165156&id_secao=8

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