28/08/2012 12:00 am

Não Alinhados: Esforço coletivo pelo desenvolvimento

Não Alinhados: Esforço coletivo pelo desenvolvimento

 

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou nesta terça-feira (28) que na nova era do Movimento dos Países Não Alinhados tudo deve ser encaminhado para a realização de esforços coletivos para alcançar metas de justiça e desenvolvimento na comunidade internacional.

 

Ao receber em Teerã o ministro das Relações Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca, Ahmadinejad assinalou que a situação global está mudando e as nações independentes devem apoiar-se umas nas outras para ajudar a estabelecer a justiça no mundo.

 

Choquehuanca, que participa na capital iraniana da parte ministerial da 16ª Cúpula dos Não Alinhados, lembrou ao mandatário persa que surgiram líderes revolucionários em diversos lugares do mundo, “ajudando à unidade e acendendo um raio de esperança entre as nações”.

 

Ahmadinejad enfatizou que para alcançar a meta, “todos devemos incentivar as relações amistosas e fraternais entre as nações que fazem parte do Movimento dos Paises Não Alinhados”, porque “estamos assistindo a uma mudança maciça e a eventos favoráveis aos países amantes da justiça”.

 

Esse otimismo cresce, indicou o governante da República Islâmica, apesar do “alvoroço” dos inimigos da humanidade, porque “a arrogância global (em alusão ao Ocidente) está à beira do colapso e da extenuação”.

 

O presidente iraniano advertiu que as potências mundiais tratam de transferir seus problemas às demais nações do mundo, mas a atual comunidade internacional não pode suportar isso e os problemas rebateram sobre aqueles que os geraram.

 

De acordo com Ahmadinejad, “as nações estão agora competindo em resistência e os que resistirem mais alcançarão a vitória, por isso todos devem apoiar-se mutuamente para abrir o caminho d emodo exitoso”. Os que se consideram a si mesmos donos da América Latina estão fazendo campanha contra aqueles países de natureza independente e que buscam a justiça. “As potências desonestas e mal intencionadas não durarão no mundo”, vaticinou Ahmadinejad.

 

O mandatário expressou que a tendência no mundo é mover-se rumo à justiça e à liberdade, e opinou que as mudanças maciças ocorreram em futuro próximo. O chanceler boliviano respondeu que “a era obscura acabará e ressurgirá uma era brilhante”.

 

Resistência e cooperação internacional

 

O debate dos ministros de Relações Exteriores dos Países Não Alinhados trouxe pautas importantes para desenhar um roteiro sobre distintos temas internacionais, destacou o chanceler iraniano, Alí Akbar Salehi.

 

Ao avaliar a primeira jornada de discussões dos ministros de Relações Exteriores, Salehi assinalou que os pontos de vista expostos serão usados para definir a estratégia e a agenda futuras do Movimento em assuntos chaves como Palestina, Síria e Israel.

 

A crise síria, junto com propostas de solução negociada, o conflito palestino-israelense e a política sionista de ampliação de colônias judaicas nos territórios ocupados, assim como o ultraje a lugares sagrados muçulmanos, concentraram parte das intervenções.

 

Igualmente, os chefes de diplomacia dedicaram especial atenção ao terrorismo mundial e ao “regime sionista de Israel como iniciador deste comportamento desumano”, agregou o ministro iraniano em declarações a jornalistas em Teerã.

 

Os participantes da reunião se pronunciaram sobre assuntos econômicos, a condução da crise financeira global, e os esforços para alcançar uma paz sustentável.

 

Entre os delegados latino-americanos se esboçou um texto de apoio ao Equador em seu atual atrito diplomático com o Reino Unido pelo asilo concedido ao fundador do WikiLeaks, Julian Assange.

 

Igualmente, a rejeição categórica a medidas coercitivas unilaterais para provocar mudanças de governo mereceu a repulsa da plenária. O texto final fará uma condenação ao bloqueio econômico estadunidense contra Cuba, assim como às sanções de Washington e da União Europeia ao Irã.

 

Os Países Não Alinhados tambném se pronunciaram contra o terrorismo em todas as suas manifestações e todo intento de utilizar a cooperação internacional com motivações políticas.

 

Da redação do Vermelho com informações da agência cubana Prensa Latina

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=192380&id_secao=9

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