15/02/2011 12:00 am

MULTINACIONAL EXPLORA TRABALHADORES(AS) TOGOLESES(AS)

MULTINACIONAL EXPLORA TRABALHADORES(AS) TOGOLESES(AS)

 

CUT protesta contra as práticas antissindicais da farmacêutica britânica Sprukfield no Togo

Em nota oficial enviada ao Primeiro Ministro da República do Togo, Sr. Gilbert Fossoun Houngbo, a CUT – Central Única dos Trabalhadores declara a sua preocupação em relação às práticas antissindicais cometidas pela empresa britânica do setor farmacêutico Sprukfield no país e pede a intervenção governamental para a solução dos problemas. 

Segundo os relatos recebidos pela CUT, a empresa sempre se recusou a responder as demandas de seus trabalhadores(as). Entre as principais práticas abusivas mencionadas estão: excessivas horas de trabalho com empregados(as) trabalhando em máquinas nove horas por dia e seis dias por semana, falta de pagamento de horas extras de acordo com as taxas legais estabelecidas, ausência de licença maternidade e de qualquer tipo de afastamento remunerados, falta de contratos de trabalho e de folhas de pagamento, ausência de medidas de segurança apropriadas em suas instalações e a denúncia de que a empresa contribui para o fundo de seguridade social para apenas 2% de seus empregados.

Registros de diversas demissões de sindicalistas e intervenções irregulares em greves, como a proibição de acesso às instalações da empresa e contratação de novos trabalhadores(as) para preencher os postos de grevistas também são práticas recorrentes da multinacional britânica no território Togolês. A greve realizada em novembro de 2010 resultou na demissão de três representantes sindicais e de 117 trabalhadores(as), que ficaram sem pagamento e sem, inclusive, notificação oficial de suas demissões. 

 “As condições de trabalho às quais os(as) trabalhadores(as) togoleses(as) estão expostos são inaceitáveis”, enfatizou o secretário de relações internacionais da central, João Antonio Felicio. A CUT pede a urgente intervenção do governo Togolês junto à empresa Sprukfield para que a reintegração dos 120 trabalhadores(as) seja garantida, assim como o pagamento dos salários para os meses em que foram impedidos de trabalhar e o respeito aos direitos fundamentais do trabalho, incluindo direitos sindicais.

 

FONTE: http://www.cut.org.br/destaque-central/44149/multinacional-explora-trabalhadores-as-togoleses-as

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