24/05/2010 12:00 am

MST PROTESTA CONTRA PRISÕES POLÍTICAS NO SUDOESTE DA BAHIA

MST PROTESTA CONTRA PRISÕES POLÍTICAS NO SUDOESTE DA BAHIA
Paulo A. Magalhães Fº
Da Página do MST

Cerca de 300 famílias ligadas ao MST ocuparam neste sábado pela manhã a fazenda Lajedo, no município de Iguaí, sudoeste baiano.
A ação faz parte de uma série de protestos contra a prisão irregular de 10 militantes, na madrugada de 16 de maio. O Polícia Militar alegou que os Sem Terra dirigiam-se para uma ocupação, montou uma emboscada, prendendo a militância e apreendendo carros, sacolas e objetos pessoais.
Dois trabalhadores rurais foram soltos (dentre eles, um menor de idade) e os demais continuam encarcerados nas delegacias de Iguaí e Ibicuí. Dentre eles, encontram-se dirigentes regionais e de brigada.
A polícia apreendeu os ônibus utilizados no transporte dos trabalhadores e ronda a área, fazendo ameaças constantes. O movimento está em busca de uma intermediação que permita estabilizar a situação.

Presos na Chapada
A arbitrariedade das prisões no dia 25 de março em Wagner, na Chapada Diamantina, também é alvo de denúncia pelo movimento.
A polícia, em companhia do fazendeiro, invadiu o acampamento e alega ter encontrado quatro espingardas de caça, utilizando o pretexto para prender cinco militantes a quem foi atribuída a posse das armas.
O juiz decretou prisão preventiva aos cinco trabalhadores rurais. Após um grande ato popular organizado pelo MST, os presos foram transferidos para Itaberaba, alegando que a mobilização em Utinga punha em perigo a delegacia. O movimento continua na luta pela libertação dos trabalhadores.

Diálogo
O início do governo Jaques Wagner foi marcado por uma das mais violentas desocupações já ocorridas no estado, a da Fazenda Conjunto Aliança, em Itapitanga.
A Companhia de Ações Especiais da Região Cacaueira (CAERC) agrediu os trabalhadores com spray pimenta, gás lacrimogêneo, balas de borracha e golpes de cacetete, espancando-os em plena praça pública. Vinte e quatro militantes foram detidos e quatro torturados.
Desde então, o governo da Bahia, por meio da Casa Militar, vem construindo uma mediação de conflitos, dialogando diretamente com os movimentos sociais. “Pelo seu perfil e origem, o governo popular fica inibido de tratar os movimentos através da polícia, e tem criado mecanismos para esgotar o diálogo antes de usar a repressão”, comenta Evanildo Costa.
“Mas o Poder Judiciário, através da sua estrutura montada há 500 anos, a serviço da propriedade privada, do capital estrangeiro e das grandes elites, sempre concede liminares de despejo, além de ameaçar de processo administrativo os comandos de polícia que buscam a negociação”.

FONTE: http://www.mst.org.br/node/9917

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