16/09/2010 12:00 am

MST OCUPA FAZENDA GRILADA PARA COBRAR GOVERNO NO PARÁ

MST OCUPA FAZENDA GRILADA PARA COBRAR GOVERNO NO PARÁ

Da Página do MST

Cerca de 150 famílias do MST ocuparam na manhã de quarta-feira (15/9) a Fazenda Cambará, no município de Santa Luzia (PA), para exigir o imediato assentamento das famílias do acampamento Quitino Lira.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), bem como o Programa Terra Legal e Instituto de Terras do Pará (Iterpa), assumiram o compromisso de oficialmente declarar que as terras são públicas, em reunião com os trabalhadores na segunda-feira (13/9), na sede do Incra. Os compromissos foram afirmados inclusive em âmbito nacional em reunião com Ouvidor Agrário Nacional (Gercino José da Silva Filho).

A direção estadual do MST denuncia que permanece o clima de terror e ameaças aos trabalhadores, bem como a omissão da própria polícia de Santa Luzia. “Exigimos a prisão imediata dos pistoleiros que assassinaram o trabalhador José Valmeristo Soares, bem como dos mandantes Josué Bengstson e seu Filho Marcos Bengstson”, diz a nota Direção Estadual do MST Pará.

Histórico:

A Fazenda Cambará faz parte de uma gleba federal chamada Pau de remo e possui 6.886 hectares de terras públicas. O fazendeiro e ex-deputado Federal Josué Bengstson possui somente 1.800 hectares com títulos e a Promotora de Justiça Ana Maria Magalhães já denunciou várias vezes que se trata de terras públicas.

Os trabalhadores já haviam denunciado na ouvidoria agrária do Incra, Ouvidoria Agrária Nacional do MDA, Delegacia Regional do MDA, Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Pará e Secretaria de Segurança Pública do Pará as várias ameaças de morte sofridas pelos jagunço e pela própria polícia de Santa Luzia e Capitão Poço sem que nenhuma providência tenha sido tomada.

Por volta de 9h do dia 3/9, dois trabalhadores rurais, João Batista Galdino de Souza e José Valmeristo, o Caribé, se dirigiam a cidade de Santa Luzia do Pará quando foram abordados por um grupo de três pistoleiros armados no ramal do Pitoró.

Os pistoleiros obrigaram os trabalhadores a entrar em um carro onde foram espancados e torturados. Após seção de torturas foram obrigados a descer no Ramal do Cacual próximo à cidade de Bragança, com a promessa de que iriam acertar as contas. João Batista Galdino conseguiu escapar e denunciou publicamente o corrido.

 

FONTE: http://www.mst.org.br/node/10591

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