8/06/2009 12:00 am

MST dá início à jornada de lutas por educação em SP

No início da manhã desta segunda-feira (8/6), cerca de 400 Sem Terraocuparam o prédio da Superintendência Regional do Incra (Instituto
Nacional de Colonização e Reforma Agrária), na capital de São Paulo. Os
trabalhadores reivindicam que o Programa Nacional de Educação na
Reforma Agrária (Pronera) deixe de ser um programa e passe a ser uma
política pública, além de voltar a pautar o descaso com a Reforma
Agrária no Estado.

O Pronera é uma conquista dos movimentos sociais do campo que lutam
pela Reforma Agrária no Brasil. Esse programa dá acesso à educação
formal em todos os níveis, aos trabalhadores do campo, desenvolvendo
ações de Educação de Jovens e Adultos (EJA). De 1998 a 2002, o Pronera
foi responsável pela escolarização e formação de 122.915
trabalhadores(as) rurais assentados(as). De 2003 a 2008, promoveu
acesso à escolarização e formação para cerca de 400 mil jovens
assentados.

Os trabalhadores rurais ainda exigem o assentamento imediato de todas
as famílias acampadas no estado de São Paulo, agilidade no processo de
desapropriação de áreas para fins da Reforma Agrária e maior
infraestrutura para os projetos de assentamento. As famílias protestam
também pela inoperância do governo em relação a Reforma Agrária, que
prioriza seus recursos para fomentar o agronegócio.

De acordo com o Plano Nacional de Reforma Agrária (2003), 1 milhão de
famílias seria assentado em um período de 4 anos. O governo, por sua
vez, se comprometeu a assentar 400 mil famílias. Em 2009, após 7 anos
de governo, o número de assentados é de 167 mil famílias.

A mobilização faz parte da Jornada Nacional de Lutas em defesa da
Educação e do Pronera, que acontece em várias cidades do país.

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