9/05/2012 12:00 am

MPF visita comunidade quilombola em Aracaju e pede reconhecimento

MPF visita comunidade quilombola em Aracaju e pede reconhecimento

 

No final de abril, o Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) visitou a comunidade quilombola Maloca, em Aracaju. A comunidade está localizada no bairro Getúlio Vargas, região central de Aracaju, e foi a segunda a ser reconhecida como quilombo urbano no país.

Após a visita, a procuradora da República Lívia Nascimento Tinôco entrou em contato com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para solicitar informações sobre o andamento do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação do Território (RTID) da Maloca.

 

O Incra afirmou que espera concluir o relatório em até dois meses. Este é o primeiro passo para a regularização da área e posterior titulação das casas em favor da comunidade.

 

O presidente da associação que reúne os moradores do local, Luiz Bonfim, falou sobre os anseios e as necessidades dos quilombolas. Ela explicou que a pressão imobiliária sobre essas famílias é grande, e algumas já deixaram a comunidade por isso.

 

Dentro da Maloca ainda há algumas casas que são alugadas por pessoas que não são quilombolas. Dona Neuza, cujo avô foi fundador da comunidade, afirma que a convivência com a vizinhança é pacífica. Inclusive, os vizinhos costumam participar das missas e das festas que são realizadas na Maloca.

 

Conheça o caso

 

Na pequena vila que começou a ser construída em 1914, existem atualmente 54 famílias quilombolas, a maioria delas vive em casas alugadas.

 

A família de dona Neuza, vinda do município sergipano de Riachuelo, deu iniciou à comunidade e hoje já está na quinta geração nascida na Maloca. Para manter as tradições e a memória viva do lugar, a associação de moradores promove oficinas de dança, música, percussão e um projeto chamado “Linguagem e cultura na Maloca”, voltado para as crianças.

 

A comunidade também realiza uma tradicional festa junina que costuma atrair muita gente de fora. De acordo com Luiz Bonfim, um dos desejos dos quilombolas é ter reformado o largo onde a festa é realizada, a fim de atrair mais turistas e gerar renda com a venda de comidas típicas também em outras épocas do ano.

 

Em Sergipe

 

Segundo informações da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), em Sergipe existem 15 comunidades quilombolas reconhecidas e 35 em fase de reconhecimento. Muitas se encontram em condições precárias, sem acesso a educação e saúde. No entanto, é meta do Governo Federal promover ações para mudar este cenário.

 

 Com informações da Infonet

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=182762&id_secao=8

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