21/11/2012 12:00 am

MP constata falta de medicamentos e pacientes esperando atendimento no corredor

MP constata falta de medicamentos e pacientes esperando atendimento no corredor

Ismael Araújo

Corredores lotados de pacientes e acompanhantes, baratas nos banheiros e muito lixo pelas dependências do hospital, inclusive, na cozinha. Este foi o cenário encontrado pela equipe da Vigilância Sanitária Estadual e dos representantes do Ministério Público e da Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) durante vistoria que foi feita, na tarde desta terça-feira (20), no Hospital Doutor Clementino Moura (Socorrão II), na Cidade Operária.

 

A visita começou por volta das 15h e apenas no final da tarde terminou. Salas, banheiros, cozinhas e toda a área externa do prédio foram vistoriadas pela equipe. Durante a visita foram encontradas diversas irregularidades como falta de medicamentos, equipamentos de péssimas condições para uso, principalmente, para o uso de salvar vidas e alguns pacientes esperando por mais de dois meses para ser operado em uma maca no corredor.

 

O superintendente da Vigilância Sanitária do Estado, Paulo Jessé Gonçalves, falou que vai ser feito um relatório que contará sobre as irregularidades encontradas nessa casa de saúde e ainda na próxima semana será encaminhada para o Ministério Publico para tomar as devidas providências.

 

“Foi montada toda uma estrutura de profissionais para fazer essa visita técnica ao Socorrão II e isso será documentado em seguida encaminhado para o órgão responsável resolver o problema”.

 

A equipe de O Imparcial encontrou em contato via telefone, no final da tarde de quarta, com uma funcionária dessa casa de saúde, que não quis se identificar. Segundo ela, ficou sabendo da visita, mas desde já afirmou que o Socorrão II está funcionando de forma precária. Frisou que a sujeira toma de conta do espaço, em algumas salas o cheiro chega a ser insuportável e há muitos pacientes em macas pelo corredor, pois, não há mais leitos para comportar a demanda.

 

Ela também falou que não há medicamentos para alguns tipos de doenças, na maioria das vezes, a farmácia da casa há apenas remédios para dor como dipirona ou diazepan. “O hospital precisa de uma fiscalização para mudar o quadro, pois o funcionamento de fato é precário. As pessoas que precisam do serviço ficam a mercê da sorte”.

 

Socorrão I na mira

 

Segunda-feira, o Ministério Público Estadual decidiu pedir judicialmente que a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) de São Luís busque, em um prazo máximo de 30 dias, soluções para resolver as irregularidades encontradas no Socorrão I, no Centro. O promotor de Justiça da Saúde, Herberth Figueiredo, falou que vai acompanhar as adequações que a Vigilância determinou juntamente com a Comissão Nacional de Direitos Humanos para que o município cumpra.

 

O promotor recebeu o relatório de inspeção da Vigilância Sanitária sobre as condições da unidade de saúde e foram encontradas Faltam leitos, deficiências na estrutura física e sanitária. De acordo com Herbeth Figueiredo, a vistoria do Socorrão I foi realizada no dia 8.

 

Versão oficial

 

Ainda na tarde de quarta-feira, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) informou via nota que, sobre o Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I), está trabalhando para atender a determinação do Ministério Público Estadual dentro do prazo estipulado, conforme acordado em reunião realizada segunda-feira. Quanto à vistoria de ontem, a nota não faz qualquer referência.

 

http://www.oimparcial.com.br/app/noticia/urbano/2012/11/21/interna_urbano,126384/mp-constata-falta-de-medicamentos-e-pacientes-esperando-atendimento-no-corredor.shtml

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