26/01/2012 12:00 am

Movimento Occupy quer interagir com outros fóruns

Movimento Occupy quer interagir com outros fóruns

 

Depois de ocupar espaços simbólicos do modelo capitalista, os ativistas do movimento global Occupy querem agora espalhar ideias e articular outras manifestações democráticas. Representante do Occupy Londres, o ativista Sam Halvorsen, que faz parte do grupo que está ocupando uma área próxima à Catedral de St. Paul há mais de cem dias, disse durante o Fórum Social Temático (FST) que o grupo agora quer se juntar a outros fóruns.

 

 

 

“Temos que fortalecer vínculos, fortalecer esse processo democrático global. Se o sistema político em que vivemos não é capaz de reduzir as desigualdades, teremos que fazê-lo nós mesmos, o que é um desafio enorme”, disse Halvorsen.

 

O movimento Occupy ficou famoso depois da versão norte-americana, quando ativistas ocuparam uma praça na região de Wall Street, coração financeiro da cidade. Em Londres, o acampamento que reúne cerca de 200 manifestantes começou com uma convocação pela rede social Facebook e já é uma das ocupações mais longevas ligadas ao movimento global do Occupy.

 

Um dos desafios, segundo Halvorsen, é como integrar lutas distintas e muitas vezes distantes geograficamente para a globalização das propostas. “A internet, sem dúvida, tem sido um bom instrumento, com a força das redes sociais. Mas a internet também tem suas dificuldades de acesso, se pensarmos em nível global”, ponderou.

 

Aos 28 anos, Halvorsen é estudante da University College London e rejeita o posto de líder do Occupy, porque, segundo ele, o movimento propõe um jeito novo de fazer política, sem postos tradicionais de hierarquia. “Para muitos de nós foi a primeira vez que fizemos algo político na vida. É um movimento mais baseado na prática que na retórica. Ocupar é um jeito de fazer política”, disse.

 

Em um debate sobre sustentabilidade e a preparação de uma reunião de movimentos sociais paralela à Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que acontece em junho no Brasil, Halverson disse que as questões ambientais também fazem parte da agenda do Occupy.

 

“Com a crise, os movimentos de justiça climática [que pedem ações para enfrentar o aquecimento global] perderam força. Mas temos no Occupy grupos que tratam da questão ambiental, até porque são crises do capitalismo, e a crise climática está vinculada.”

 

Em Londres, as próximas atividades do Occupy serão o apoio a greves gerais programadas no continente europeu a partir de março e concentradas em maio.

 

Com Agência Brasil

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=174109&id_secao=8

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