1/06/2010 12:00 am

MOÇÃO DE REPÚDIO A CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS E EM APOIO À LUTA PELA REFORMA AGRÁRIA.

Assembleia Popular: na construção do Brasil que queremos!
MOÇÃO DE REPÚDIO A CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS E EM APOIO À LUTA PELA REFORMA AGRÁRIA.

Luziânia, 28 de maio de 2010

Nós, mais de 500 trabalhadores e trabalhadoras brasileiros, reunidos na II Assembléia Popular, de 25 a 28 de maio de 2010, em Luziânia/GO, denunciamos a crescente ofensiva da direita brasileira contra as lutas de trabalhadoras e trabalhadores organizados por direitos sociais, que se manifesta de diversas formas e se intensifica a cada dia, como acontece com os integrantes do Movimento Fora Arruda, que no último mês foram reprimidos truculentamente e obrigados a prestar esclarecimentos de forma intimidatória.

O processo de criminalização se sustenta num tripé inconstitucional formado por vigilância, controle e correção.

No campo, temos a violência como principal marca da polícia do estado e das empresas privadas de segurança, a mando de fazendeiros e do agronegócio, que prendem e assassinam trabalhadores/as, utilizando as armas como um elemento de intimidação do povo organizado que luta pela Reforma Agrária. Repudiamos veementemente a prisão e exigimos a libertação imediata dos militantes sociais do MST em vários estados – como é o caso da Bahia (12 presos), São Paulo (2 presos e 9 com preventiva), Paraná (1 preso e 17 com preventiva), Tocantins (1 preso) – e da liderança indígena Rosivaldo Ferreira da Silva (Babau).

A concentração de terras, de renda e de poder político no Brasil é altíssima e é o principal fator de geração de miséria e fome no País. Porém, quando a sociedade civil exerce o direito de contestar e resistir a qualquer forma de opressão, direito reconhecido na Declaração Universal de Direitos Humanos de 1948, suas organizações e movimentos são criminalizados e seus militantes são expostos ao preconceito, ao escárnio, à discriminação e à violência.

Os grandes meios de comunicação têm cumprido papel central na permanente ofensiva contra a reforma agrária e as lutas sociais, procurando criar uma influência na opinião pública para justificar a repressão. Fruto dessa ofensiva tem sido a omissão, pelos principais veículos de mídia, de crimes e outras ilegalidades cometidas por representantes do agronegócio e a máxima amplificação de ataques contra os trabalhadores rurais sem terra.

Contra a Criminalização dos movimentos sociais!

Pela libertação dos militantes do MST e da Liderança Indígena Babau!

FONTE: http://www.assembleiapopular.org/index.php/assembleia-popular/ii-assembleia-popular/159-mocao-contra-a-criminalizacao-e-pela-reforma-agraria.html

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