11/10/2012 12:00 am

Militares guatemaltecos são presos por morte de camponeses

Militares guatemaltecos são presos por morte de camponeses

 

O Ministério Público da Guatemala informou sobre a prisão de nove militares, incluindo um coronel do exército, que são acusados de execução extrajudicial no protesto pacífico de centenas de manifestantes camponeses que deixou oito mortos na semana passada.

De acordo com a Procuradora Geral, Claudia Paz “diante desses fatos, consideramos o coronel Juan Chiroy Sal como o principal responsável pelos acontecimentos. Em primeiro lugar ele ignorou as forças civis, as quais lhe disseram que não recomendaram que chegassem as forças militares”.

Paz acrescentou que os oito efetivos do exército que acionaram armas de fogo também seriam processados. “É a primeira vez que se processam militares por delitos ocorridos em manifestações desde o acordo de paz de 1996”.

 

O presidente Otto Pérez Molina havia dito na semana passada que os agentes de segurança escoltavam as caminhonetes com os soldados a bordo. Disse que sete efetivos do exército, feridos no conflito, certificaram que fizeram disparos pro ar para se defenderem do tumulto que “ameaçava linchá-los, especificamente contra uma mulher soldado”.

 

Anteriormente, Pérez Molina e outras autoridades afirmaram que os agentes estavam desarmados, além de apontarem os campesinos por terem provocado o confronto.

 

A investigação inicial do Ministério da Defesa determinou que sete efetivos acionaram suas armas, com disparos para cima, para dispersar os inúmeros manifestantes. Porém, os camponeses negam que os tiros dos soldados foram para o ar.

 

“Eles começaram a disparar contra nós, há pessoas que apresentam marcas de balas nas pernas e permaneceram lá deitadas no chão”, revelou Rigoberto Caxac, um dos líderes agrícolas.

 

Os fatos aconteceram na quinta-feira (4), quando centenas de trabalhadores agrícolas bloquearam a rodovia Interamericana no km 170 desta localidade, em rechaço ao aumento do preço da energia elétrica, à proposta de reformas constitucionais do Executivo e à extensão para cinco anos da carreira de magistério.

 

O Escritório do Alto Comissionado das Nações Unidas para os Direitos Humanos na Guatemala (Oacnudh) condenou os mortos e feridos, causados pelo conflito.

 

Dessa forma, chamou as entidades estatais responsáveis por desenvolver as investigações pertinentes de maneira rápida e efetiva para alcançar os esclarecimentos dos fatos e assim julgar e sancionar os responsáveis.

 

Fonte: Adital

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=196182&id_secao=7

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