27/01/2011 12:00 am

JUVENTUDE: PROTAGONIZANDO A AGROECOLOGIA NO CAMPO DO RIO DE JANEIRO

JUVENTUDE: PROTAGONIZANDO A AGROECOLOGIA NO CAMPO DO RIO DE JANEIRO

A juventude do Campo no Campus: assim foi o Programa de Intervivência realizado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), atendendo a uma demanda da Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro (AARJ).

O objetivo foi possibilitar a construção de uma identidade e protagonismo juvenil para o fortalecimento do movimento agroecológico, a partir da aproximação com a temática da Agroecologia, e compreensão da necessidade de estabelecer um novo modelo produtivo no campo e na cidade – resgatando, assim, valores e práticas culturais que busquem a conservação e preservação do meio ambiente, e que os jovens sejam protagonistas diretos neste resgate de cultura e valores junto à comunidade e sua organização social.

O Programa aconteceu na UFRRJ, entre 2009 e 2011, e atendeu a cerca de 80 jovens das diversas organizações sociais do campo e da cidade que compõem a AARJ, e também a jovens universitários que atuaram durante o processo de formação dos jovens no Tempo Escola (TE).

As experiências que deram base para organização do Projeto Campo-Campus foram os projetos: Agentes jovens em Casimiro de Abreu, Protagonismo Juvenil na coleta da Palmeira Juçara no quilombo do Campinho/Paraty-RJ e o Programa de Formação com Jovens do Campo e da Cidade do MST/RJ.

Após 2 anos de intensa vivência com os jovens nas diversas fases do Programa, muitos são os resultados. Podemos dar como exemplo o projeto Jovens Agroecológicos da Região Metropolitana, que tem como apoiador a FASE, escrito pelos próprios jovens para que pudessem dar continuidade à formação e ao acompanhamento da turma de 2010-2011 na região. Os jovens que foram da primeira turma atuam na coordenação da segunda turma, tanto no TE quanto no Tempo Comunidade (TC), o que traz um maior envolvimento também da comunidade.

Os jovens estão atuantes seja na AARJ, na sua comunidade, e também com sua família, auxiliando e aplicação de práticas aprendidas durante o Programa de Intervivência. Há jovens que contribuem na formação de sua comunidade junto à Assistência Técnica, auxiliando a inserção de técnicas agroecológicas, assim como no envolvimento de outros jovens para que estes também busquem meios de permanecer no campo, na comunidade tradicional, caiçara, assentamento e na agricultura familiar.

A Coordenação executiva que envolve a UFRRJ e movimentos da AARJ tem o sentimento de ter dado um pontapé, uma contribuição para o desenvolvimento humano, social, político destes jovens e para as suas organizações, e tem a consciência de um trabalho que foi valorizado por todas as partes, e que a Agroecologia foi a temática envolvente neste momento, e também para o futuro. Agroecologia vai para além da técnica.

O Programa da Intervivência fará o encerramento na UFRRJ dia 27 de janeiro de 2011, às 14 horas, no Anfiteatro Paulo Freire.

“O projeto mudou a minha vida, hoje vejo coisas que eu nem imaginava ver, conhecer! Como existe em outros lugares a dificuldade de morar, de plantar, a nossa vida lá onde a gente mora é muito boa!” (Fala de jovem do Campo e Campus)

 

FONTE: http://portal.andes.org.br:8080/andes/print-ultimas-noticias.andes?id=4373

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