3/10/2012 12:00 am

Greves de mineiros se estendem a setor de ferro na África do Sul

Greves de mineiros se estendem a setor de ferro na África do Sul

 

Uma nova greve foi iniciada nesta quarta-feira (3) pelos mineiros sul-africanos, uma medida que foi estendida até o setor do ferro, aumentando as tensões em uma área considerada vital para a economia.

 

Os protestos chegaram agora à jazida Sishen, da empresa Kumba Iron Ore, filial da britânica Anglo American, que está entre as 10 maiores produtoras mundiais de ferro.

 

O vice-secretário-geral do sindicato Solidariedade, Gideon du Plessis, declarou a jornalistas que os membros da organização informaram que deram início à greve nas primeiras horas do dia.

 

“Soubemos que importantes executivos da empresa voaram para a mina nesta manhã”, disse.

 

Com a incorporação desses trabalhadores, chegam a 75 mil os mineiros sul-africanos em greve, 15% da força de trabalho do setor, segundo dados divulgados pelos meios de comunicação do país.

 

Desde agosto passado começaram as manifestações na mina de platina Marikana, da empresa Lonmin, e paulatinamente elas atingiram outras minas de platina e também de ouro.

 

Em 10 de agosto choques violentos causaram a morte de 10 pessoas, entre elas dois agentes das forças de segurança e no dia 16 as tensões aumentaram ainda mais, com o enfrentamento entre policiais e mineiros, resultando em 34 trabalhadores mortos.

 

Os trabalhadores pedem melhores condições de trabalho, de vida e melhores salários, aspectos que devem ser resolvidos pelos empregadores, segundo as autoridades sul-africanas.

 

O governo do presidente Jacob Zuma ordenou a criação de uma comissão para investigar os acontecimentos, que começou a vigorar na última segunda-feira, em meio a críticas de diversos setores da sociedade.

 

Em setembro as autoridades sul-africanas impuseram medidas na região de Rustenburg, a fim de manter a ordem na região, identificada como o “coração” da mineração.

 

Jeff Radebe, ministro da Justiça, declarou que as medidas incluem a proibição de organização de forma ilegal, porte de armas perigosas e disse que provocar ou ameaçar “com violência” nas áreas delimitadas serão atos tratados “da forma que se deve”.

 

Cerca de 19% do PIB da África do Sul depende da extração de minérios, de acordo com dados oficiais.

 

Fonte: Prensa Latina

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=195386&id_secao=9

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