9/11/2011 12:00 am

Grécia e Itália pressionadas

Grécia e Itália pressionadas

Os ministros de Economia da Zona Euro exigiram, na segunda-feira, em Cannes, do Governo italiano o cumprimento das promessas para reduzir o défice orçamental do país, anunciou, ontem, em Bruxelas, o comissário europeu dos Assuntos Económicos 
Olli Rehn revelou também que uma missão vai visitar aquele país para avaliar o andamento dos compromissos assumidos por Roma, em 26 de Outubro, na última cimeira europeia.
“O ministro italiano da Economia, Giulio Tremonti, garantiu-nos a determinação de cumprir, quanto antes, as medidas acertadas na carta que o primeiro-ministro Silvio Berlusconi entregou aos homólogos europeus, em 26 de Outubro”, disse Rehn. No documento, Berlusconi apresentou as metas para reactivar o crescimento e reduzir a dívida do seu país, de 1,9 triliões de euros, equivalente a 120 por cento do PIB.
Antes, Rhen tinha afirmado que a Itália precisava jogar no “catenaccio”  – estilo de futebol muito defensivo – em matéria de consolidação fiscal.
“É essencial que a Itália cumpra as metas fiscais, assegure o cumprimento das medidas e intensifique reformas estruturais que reactivem o crescimento”, frisou. As taxas de juro a longo prazo das obrigações italianas atingiram 6,5 por cento, um recorde desde a criação do euro.


Agitação em Atenas

Os responsáveis pela economia da moeda única também intensificaram a pressão sobre a Grécia, após uma semana de muita agitação política, que provocou o caos nos mercados e a saída do primeiro-ministro daquele país, Georges Papandreou.
“Pedimos às novas autoridades da Grécia que enviem uma carta, apoiada pelos dois partidos do novo Governo”, a reafirmarem o compromisso em relação ao plano de ajuda financeira recentemente acertado, revelou o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker.
A solicitação ocorre após o Partido Socialista, no poder, e a oposição de direita terem assinado um acordo para a nomeação de um primeiro-ministro interino, com o objectivo de tirar o país da crise. 
O nome do novo primeiro-ministro devia ter sido anunciado ontem.
O Parlamento grego prevê ratificar até Dezembro o acordo acertado em 27 de Outubro, em Bruxelas, que vai permitir a Atenas reduzir, até 2020, em 100 mil milhões de euros a dívida pública total de 350 mil milhões de euros, 165 por cento do PIB.
Os ministros europeus elogiaram a “classe política” grega por “restaurar a confiança perdida”. 
“Agora acreditamos ser possível que a sexta parcela da ajuda, de oito mil milhões de euros, seja entregue em Novembro, desde que haja um claro e inequívoco compromisso por parte do novo Governo”, disse Rehn.
Sem este dinheiro, a Grécia entra em colapso em meados de Dezembro. Os especialistas da troika, constituída pelo Banco Central Europeu (BCE), União Europeia (UE) e Fundo Monetário Internacional (FMI), vão a Atenas em breve para acertar os pormenores do segundo pacote de ajuda à Grécia, prometido em 27 de Outubro e que substitui o plano de 21 de Julho.
Para apoiar alguns países, como Itália e Espanha, os ministros delinearam o fortalecimento do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, com um trilião de euros, mediante um mecanismo de investimento para compra da dívida dos mais frágeis, com garantia de 20 a 30 por cento de eventuais perdas.
A Grécia passa por uma crise política gerada pela situação económica. No domingo, Georges Papandreou anunciou a demissão do cargo de primeiro-ministro. 
A crise financeira que abalou o Governo socialista de Atenas agravou-se na semana passada, após a tentativa de realização de um referendo sobre o resgate europeu da Grécia. Os maiores partidos políticos da Grécia concordaram também em realizar eleições antecipadas em 19 de Fevereiro, anunciou o ministro das Finanças do país, Evangelos Venizelos. 
O acordo por um novo Governo foi conseguido na segunda-feira numa tentativa de se fazer aprovar a ajuda internacional contra a crise financeira que assola o país, mas poucos foram dados poucos pormenores apesar de um ultimato da UE para Atenas “levar a sério os seus problemas”.

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