27/08/2012 12:00 am

Governo tenta novo acordo com servidores até manhã de terça

Governo tenta novo acordo com servidores até manhã de terça

 

Os servidores federais em greve há mais de três meses têm até o final da manhã de terça-feira (28) para dizer se aceitam ou não a proposta de reajuste do governo de 15,8%, dividido em três anos. O governo afirma que o prazo para negociação com os servidores foi encerrado no domingo (26).

 

 

As categorias que não concordarem ficarão sem aumento, ainda de acordo com o ministério do Planejamento, tendo em vista que se encerrará na sexta-feira (31) o prazo para o envio do Orçamento ao Congresso Nacional, com a previsão de gastos com a folha de pagamento dos servidores para 2013.

 

Até agora, duas entidades sindicais da categoria assinaram o acordo: o Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes-Federação) e a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra). Esta última representa cerca de 150 mil funcionários públicos nas universidades federais.

 

A Federação garantiu que todos retornaram a seus postos de trabalho nesta segunda-feira (27). “Entendemos que este era o momento de encerrar a paralisação. Mas, somos solidários com os demais que ainda estão na luta. Existem divisões e realidades diferentes dentro da categoria”, explicou Fátima dos Reis, coordenadora sindical da Fasubra.

 

O acordo entre governo e Fasubra foi fechado na quarta-feira (22) e assinado na sexta-feira (24). A entidade garantiu também incentivos à titulação oferecidos pelo Planejamento. Além disso, deixou claro que assinou o acordo, mas não congelou sua base. Foram criados Grupos de Trabalho para discutir a reestruturação das carreiras e as melhorias de infraestrutura, que também faziam parte das reivindicações.

 

“Deixaremos claro para o governo que, caso não haja resoluções para as reivindicações nos grupos, vamos retomar o movimento de greve. Também queremos revisão do índice de reajuste proposto quando houver um aumento do PIB [Produto Interno Bruto]. Não queremos um acordo congelado”, acrescentou Fátima, que também é secretária de Serviço Público da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

 

Já os docentes representados pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) e o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) , que juntos representam a maioria dos professores, não aceitaram a proposta de reajuste de 20% a 45%, a mesma acordada pelo Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes-Federação).

 

O Proifes-Federação defende que após ampla consulta de sua base, na qual participaram cerca de 7 mil trabalhadores, decidiu aprovar a proposta do governo, já assinada em 3 de agosto, que concederá a partir de março de 2013, um reajuste mínimo de 13% aos docentes. Ainda de acordo com o Proifes-Federação, em março de 2014 o reajuste mínimo será de 19% e em março de 2015, o reajuste mínimo será de 25%, em relação ao salário de hoje.

 

“Considerando-se os dados de inflação do ICV/DIEESE [Índice do Custo de Vida do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos] e as projeções do mercado para a inflação futura, esses valores de reajuste recomporão o poder de compra dos professores relativo a julho de 2010, os melhores salários reais em 20 anos, e isso já a partir de 2013. Além disso, a maior parte dos docentes terão ganhos reais nos próximos três anos, o que corresponde a uma valorização das carreiras dos professores das Universidades e dos Institutos Federais”, defende o Proifes-Federação em sua página na internet.

 

Permanência

 

Na quinta (23), o Andes-SN protocolou nova contraproposta que abre mão de aumento e dá preferência à reestruturação da carreira. O documento pede que, a cada degrau de progressão, os professores tenham ajuste de 4%, 1% a menos que a proposta anterior. Procurado, o Andes-SN afirmou que ainda aguarda reabertura de negociação por parte do governo. No entanto, o Ministério da Educação (MEC) avalia que a proposta prevê um investimento superior a R$ 10 bilhões, quando a proposta acordada com o Proifes indica o investimento de R$ 4,2 bilhões até 2015.

 

O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), que representa cerca de 50 mil servidores,deverá ter novo posicionamento em uma plenária que fará com representantes de todas as bases estaduais, durante toda a quarta-feira (29), no Hotel São Marcos, em Brasília (DF).

 

Os 27 sindicatos estaduais da Polícia Federal reunidos na Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) fariam vídeo conferência durante a tarde desta segunda. Até o fechamento desta ainda não haviam se pronunciado.

 

Deborah Moreira

Da redação

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=192296&id_secao=8

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