21/01/2011 12:00 am

GOVERNO TENTA COIBIR VIOLÊNCIA NO ASSENTAMENTO ESPERANÇA, NO PARÁ

GOVERNO TENTA COIBIR VIOLÊNCIA NO ASSENTAMENTO ESPERANÇA, NO PARÁ

Correio Braziliense 

Representantes do governo farão reunião na próxima terça-feira com trabalhadores rurais assentados no Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança, no Pará, e com outros moradores da região para discutir a questão da extração ilegal de madeira no interior da área destinada ao manejo sustentável.

Nos últimos dias, a tensão e o risco de um novo confronto envolvendo assentados, madeireiros, caminhoneiros e famílias que, segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), vivem ilegalmente na área, levou o governo paraense a reforçar o policiamento militar na cidade.

Localizado a 50km do centro de Anapu, o assentamento Esperança tornou-se mundialmente conhecido quando, em 2005, a missionária católica norte-americana Dorothy Stang foi morta a tiros por assassinos de aluguel. Dorothy foi uma das idealizadoras do projeto de destinar terras para que trabalhadores rurais desenvolvessem projetos sustentáveis na Amazônia.

O governo será representado pelo ouvidor agrário nacional e presidente da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo, desembargador Gercino Silva Filho, e representantes da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e do Incra.

Na quarta-feira, seis dias após assentados terem interditado rodovias vicinais que dão acesso ao Esperança em protesto contra a falta de fiscalização da atividade madeireira e com a ameaça de um grupo de famílias fecharem a Rodovia Transamazônica em protesto contra o que consideram excessivo rigor ambiental, 12 agentes da Força Nacional e homens da Polícia Federal foram enviados a Anapu a fim de conter eventuais confrontos.

Os assentados exigem a instalação de guaritas de controle para conter a entrada de madeireiros e caminhoneiros na área do projeto. Na segunda-feira, a superintendente regional do Incra de Santarém (PA), Cleide Antônia de Souza, esteve no local e prometeu avaliar as implicações legais de criar ao menos dois postos de vigilância com a presença de seguranças armados particulares, iniciativa já em colocada em prática em outro assentamento de Anapu.

 

FONTE: http://www.oimparcialonline.com.br/noticias.php?id=70349

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