26/11/2010 12:00 am

FMI APONTA MOÇAMBIQUE COMO PAÍS QUE MAIS RESISTIU À CRISE EM ÁFRICA

FMI APONTA MOÇAMBIQUE COMO PAÍS QUE MAIS RESISTIU À CRISE EM ÁFRICA

 Relatório “Perspetivas Económicas para a África Subsaariana em 2010” demonstra que, globalmente, Moçambique foi o mais resistente à crise; FMI diz que o crescimento da economia na maioria dos países da região poderá ultrapassar o registado em meados da década de 2000.

Um relatório do Fundo Monetário Internacional, FMI, refere que Moçambique foi o Estado que mais resistiu à crise económica na África Subsaariana. O organismo financeiro prevê boas perspectivas de recuperação económica do país nos próximos anos.

O balanço das perspectivas africanas de desenvolvimento consta do relatório de 2010 do FMI sobre a economia mundial, denominado “Perspectivas Económicas para a África Subsahariana”, lançado na última sexta-feira na capital moçambicana.

Recuperação

O documento refere que Moçambique foi o mais resistente à crise em África Subsaariana, resultado de políticas resistentes a choques externos seguidas pelas autoridades do país.

Segundo a avaliação do FMI, o continente africano está a registar uma recuperação económica de base alargada, estimando-se, para 2010, um crescimento de 5% e de 5,5 % no próximo ano.

O representante do FMI em Moçambique, Victor Lledó, assinalou que o crescimento da economia na maioria dos países da região poderá recuperar-se a níveis mais altos que os registados em meados da década de 2000.

Reservas Internacionais

“Esta nova resiliência africana pode ser explicada em melhores condições iniciais, nomeadamente, níveis de crescimento económico mais elevados, níveis de preços estáveis, divida pública sustentável, reservas internacionais confortáveis, observados na maior das regiões no período anterior à crise”, afirmou.

Embora os Estados africanos tenham pautado por boas práticas, o FMI lembra que a crise teve o seu legado no continente: o aumento de desemprego, com potenciais implicações para o cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento do Milénio em parte dos países desta região do globo.

O FMI recomenda que as políticas fiscais expansionistas africanas sejam moderadas, para que as finanças públicas retomem uma trajetória sustentável e os níveis de endividamento público continuem administráveis.

FONTE: http://noticias.sapo.cv/info/artigo/1108860.html

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