10/12/2012 12:00 am

EUA: Renegociação sobre crise fiscal está longe de acordo

EUA: Renegociação sobre crise fiscal está longe de acordo

 

As negociações sobre o chamado “abismo fiscal” foram retomadas nesta segunda-feira (10) entre representantes do presidente Barack Obama e da liderança republicana no Congresso, ainda que com poucas perspectivas de um acordo imediato.

 

Os contatos mantêm-se ao nível de servidores públicos do Executivo e assistentes do congressista republicano por Ohio e presidente da Câmera de Representantes, John Boehner.

 

No entanto, os porta-vozes do partido esclareceram que mantêm a proposta apresentada na semana passada e que inclui US$ 2,2 bilhões na redução do déficit do orçamento.

 

Os republicanos também seguem firmes em sua oposição à demanda principal dos democratas de elevar os tributos às famílias que ingressem mais de US$ 250 mil anuais.

 

“Continuamos esperando que o presidente identifique os recortes orçamentas que quer fazer, como parte da proposta equilibrada que prometeu ao povo estadunidense”, assinalou uma declaração do escritório de Boehner.

 

A visita de Obama hoje a uma planta automobilística em Redford, Michigan, faz parte de sua campanha de relações públicas a favor de suas posições em torno da atual crise fiscal.

 

Menos de 23 dias antes do vencimento do prazo para a entrada em vigor de forma automática de fortes aumentos impositivos e recortes orçamentas, o presidente trata de convencer a empresários e trabalhadores da justeza de suas posições, e das escolhas que lhe põem seus rivais.

 

Obama reuniu-se ontem com Boehner, seu primeiro encontro cara a cara em um mês, que tomou por surpresa a especialistas e meios de imprensa.

 

“Ambos discutiram na Casa Branca sobre os esforços destinados a dissolver a crise fiscal, não daremos detalhes da conversa, mas as linhas de comunicação permanecem abertas”, disseram em declarações idênticas seus respectivos porta-vozes.

 

Só deixaram a impressão de que o intercâmbio foi uma ligeira mostra de que ainda existem esperanças de um acordo entre ambas as partes para evitar a crise fiscal.

 

Boehner pediu de forma repetida nos últimos dias a Obama que responda à oferta apresentada pelos republicanos na semana passada, e tem culpado ao chefe da Casa Branca da falta de avanços nas conversas.

 

Parlamentares de ambos partidos reconhecem que nesta semana é vital para a solução do atual litigio fiscal.

 

A maioria dos membros do Congresso concordam que precisam um prazo prudencial para analisar a legislação que respaldará um eventual acordo sobre o tema, avaliou o jornal The Hill.

 

O senador democrata por Delaware, Christopher A. Coons, prevê um projeto complicado que pode ter “muitas consequências palpáveis e se nos acaba o tempo”.

 

Entre as últimas propostas que estão sobre a mesa de negociações conta uma possível mudança no tema do aumento de impostos, que seria para os estadunidenses que tenham renda superior a US$ 500 mil mensais, em lugar do fazer a partir do limite de US$ 250 mil que Obama tinha exigido até agora. Mas não há nada seguro.

 

O “abismo fiscal” refere-se ao aumento das taxas que afetarão os trabalhadores estadunidenses, bem como cortes orçamentários de programas civis e militares.

 

Segundo os economistas, essa combinação implicará o risco de uma nova recessão e um incremento da taxa de desemprego.

 

Fonte: Prensa Latina

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=200956&id_secao=2

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