22/12/2010 12:00 am

ESTADOS UNIDOS E ISRAEL DE NOVO ISOLADOS EM VOTAÇÃO DA ONU

ESTADOS UNIDOS E ISRAEL DE NOVO ISOLADOS EM VOTAÇÃO DA ONU

Os Estados Unidos e Israel voltaram a ficar num quase absoluto isolamento ao votar contra uma resolução sobre o direito do povo palestino à livre determinação aprovada pela Assembleia Geral.

O documento foi adotado por 177 países a favor, com a oposição de Washington e Tel Aviv, acompanhados pelos pequenos Estados do Pacífico Nauru, Micronésia, Ilhas Marshall e Palau. Também houve quatro abstenções: Canadá, Camarões, Tonga y Congo Democrático.

O texto tem dois pontos resolutivos, o primeiro dos quais reafirma o direito do povo palestino à livre determinação, inclusive a criação de um Estado independente da Palestina.

O outro insta todos os Estados e organismos especializados e do sistema dla ONU a continuar seu apoio e assistência ao povo palestino “para a pronta realização de seu direito à livre determinação”.

Em sua parte introdutória a resolução da Assembléia menciona uma larga lista de instrumentos e documentos internacionais relacionados com essa prerrogativa, os direitos humanos e a descolonização.

Igualmente, os que tratam sobre a construção por Israel de um muro no território palestino ocupado, como uma ação que “menoscaba gravemente o direito do povo palestino à livre determinação”. Também aponta a necessidade de retomar e acelerar as negociações no Oriente Médio em busca de “um acordo de paz justo, duradouro e geral entre as partes palestina e israelense”.

A resolução defende o respeito e a preservação da ” unidade, contiguidade e integridade territoriais de todo o território palestino ocupado, inclusive Jerusalém Oriental” e reafirma o direito de todos os Estados da região a viver em paz dentro de fronteiras seguras e reconhecidas internacionalmente.

Em finais de novembro, Washington e Tel Aviv tinham ficado praticamente sozinhos com seu voto contrário a seis resoluções aprovadas pela Assembleia sobre várias questões vinculadas ao conflito no Oriente Médio.

Os textos tratavam sobre o Comitê para o exercício dos direitos inalienáveis do povo palestino, a Divisão da Secretaria dos Direitos dos Palestinos, o Programa especial de informação sobre a questão da Palestina, a Solução pacífica da questão da Palestina e os casos de Jerusalém e do Golã sírio.

Em todas essas votações, as delegações norte-americana e israelense votaram de maneira contrária, com o exíguo respaldo das Ilhas Marshall, Micronésia, Palau e Nauru.

Só a Austrália se uniu a Washington e Tel Aviv em quatro dessas resoluções o, Canadá na mesma quantidade mas em textos diferentes e o Japão e a Nova Zelândia em uma resolução cada.
Fonte: Prensa Latina

 

FONTE: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=144198&id_secao=9

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