8/11/2012 12:00 am

Entidades do movimento social debatem estratégias contra o aumento da violência

Entidades do movimento social debatem estratégias contra o aumento da violência e assassinatos de jovens na periferia de São Paulo

Nesta quinta-feira (8), organizações do movimento social realizarão uma reunião unificada.  O objetivo será de organizar e discutir ações para combater e denunciar a violência cometida contra a população de São Paulo, em sua maioria moradores pobres da periferia, jovens e negros. O evento será realizado às 19hs, no Sindicato dos Advogados de SP (Rua da Abolição, 167 – Bela Vista – próximo ao metrô República).

 

No encontro serão dados informes sobre todos os casos recentes de mortes na cidade de São Paulo. O intuito será de formar uma Comissão Independente e Popular para acompanhamento dos casos de violência, das vítimas e de seus familiares.

 

Será realizado um debate sobre as recentes medidas tomadas conjuntamente entre Governo Estadual e Governo Federal, mas que não conta com a participação da sociedade civil, principal atingida nessa onde violência.

 

Além disso, haverá a preparação de um documento unificado contra o genocídio, por meio do qual serão dados encaminhamentos políticos, jurídicos e de denúncias sobre o tema.

 

Na reunião também serão discutidas iniciativas para realização de mobilização e manifestações contra o aumento da violência em São Paulo.

 

Essa frente de movimentos sociais, que realizou outras reuniões sobre o tema no mês de outubro, tem como meta traçar medidas nacionais contra os genocídios que ocorrem em diversas periferias pelo país. Embora a atuação dessa frente esteja situada no estado de São Paulo, uma série de análises apontou para a gravidade da situação em todo o Brasil.

 

Esses movimentos buscam unir, quando possível, e nacionalizar as iniciativas em prol da desmilitarização das polícias e da política. Esses movimentos apontam para uma espécie de milicialização por parte de diversos grupos militares e paramilitares no estado de São Paulo, uma estratégia que teria sido fortalecida nessas últimas eleições com a eleição de três militares linha-dura para a Câmara Municipal, além da presença de ex militares nas subprefeituras, o  que agrava o quadro.

 

O objetivo é de criar estratégias que apontem para um trabalho de base mais profundo, que dê maiores e melhores resultados efetivos na resistência contra o genocídio.

 

Entidades do movimento social participantes e convocadas:

 

Comitê Contra o Genocídio da População Negra de SP

Rede 2 de Outubro – Pelo Fim dos Massacres

Cordão da Mentira – Quando vai acabar o Genocídio Popular?,

Campanha Contra o Genocídio da Juventude Negra

Campanha Contra a Faxina Étnica e Círculos Palmarinos

Tribunal Popular: o Estado Brasileiro no Banco dos Réus

Campanha “Eu pareço suspeito?”

Pastoral Carcerária

Rede de Comunidades do Extremo Sul

Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST-SP)

Movimento Luta Popular

Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST-SP)

Movimento Nacional da População de Rua (MNPR-SP)

Movimento Nacional dos Catadores de Material Reciclável (MNCR-SP)

Levante Popular da Juventude

Movimento Negro Unificado (MNU-SP)

UNEAFRO-Brasil

Círculo Palmarino

Marcha Mundial das Mulheres (MMM-SP)

Movimento dos Trabalhadores de Cultura (MTC)

CSP-Conlutas SP

Movimento Mães de Maio

http://cspconlutas.org.br/2012/11/entidades-do-movimento-social-debatem-estrategias-contra-o-aumento-da-violencia-e-assassinatos-de-jovens-na-periferia-de-sao-paulo/

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