22/11/2010 12:00 am

ENCOB DISCUTE USO RACIONAL DE ÁGUA

ENCOB DISCUTE USO RACIONAL DE ÁGUA

O XII Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas começa hoje, em Fortaleza

Limoeiro do Norte. Se há escassez de água no País ou ela é encontrada em abundância, o que fazer com esse recurso natural indispensável é responsabilidade de vários organismos instituídos e aglomerados nos comitês de bacias hidrográficas. Todos eles estarão reunidos, a partir de hoje, no XII Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (Encob), o segundo realizado no Ceará. Mais do que em anos anteriores, o evento em Fortaleza traz a responsabilidade de mediar as propostas de “uso racional” na partilha do recurso hídrico na perspectiva climática de um futuro com água cada vez mais cara, escassa e disputada.

São esperados mais de 1.500 representantes de 170 comitês de bacias de todo o País. O encontro ainda não reúne todos as bacias hidrográficas existentes (apenas 40% do território nacional têm comitês implantados), mas representa o estágio mais avançado até agora sobre gestão e partilha da água nas reservas hídricas, seja em açudes, rios ou aquíferos.

Com o tema “a importância da comunicação e da mobilização”, o Encob deste ano traz o alerta: é preciso ordem na partilha da água, sob os mais diversos interesses.

É um nivelamento de interesses que começou a ser demonstrado em 1909, com a Inspetoria de Obras Contra as Secas (depois Dnocs), a criação da Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará (SRH) em 1987, da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos em 1993 e, no mesmo ano, a criação do primeiro Comitê de Bacias do Ceará, a Bacia do Curu.

Diversos conceitos

O Nordeste, em especial a região do semiárido, passou por diversos conceitos, que iam do “castigo” da natureza passando pela salvacionista “política de açudagem”, predominante no período, até a observação de que ou se regulamenta o uso da água reservada ou ela evapora, literalmente, sem atingir o mínimo de seus objetivos. O Ceará é, hoje, referência nacional no gerenciamento dos recursos hídricos, por ter instituições específica e com trabalhos permanentes sobre os recursos hídricos. O grande desafio: ampliar as garantias de água, com qualidade, para os diversos níveis de demanda.

“Precisamos recuperar dezenas de anos perdidos no tempo quando ´cuidar da água´ era tópico deixado de lado no desenfreado planejamento desenvolvimentista”, afirma o coordenador geral do Fórum Nacional dos Comitês de Bacias Hidrográficas, Lupércio Ziroldo Antônio. Para o diretor de planejamento da Cogerh, João Lúcio, um importante ponto a ser discutido no encontro durante esta semana é o aumento do controle social sobre a água. “Quanto mais os diversos setores da sociedade participarem das discussões, maior será a eficiência na alocação das águas”, explica.

Gestão integrada

Será abordada no Encob a gestão integrada das águas nos comitês de bacias, a importância dos veículos de comunicação social como ferramentas de divulgação das experiências exitosas, preservação da saúde das populações consumidoras e, importante capítulo à parte, o debate sobre cenários futuros sobre recursos hídricos no Brasil e formas de compatibilidade com o desenvolvimento econômico. Ou seja: das indústrias à residência doméstica, ´abrir a torneira´ deve ser ato medido por bom senso, responsabilidade e sustentabilidade. O Encob é aberto pelo encontro estadual da mesma finalidade. Devem participar diversos setores do Sistema Integrado de Recursos Hídricos do Brasil, que inclui poder público, setor privado, usuários, Organizações Não Governamentais e universidades.

Fique por dentro 
Comitês

O Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas é a Instância Colegiada formada pelo conjunto de comitês de bacias legalmente instituídos no Sistema Nacional de Recursos Hídricos. Atualmente, existem no território brasileiro 170 comitês. Existem comitês de bacias formados em 40% do território brasileiro. Desde sua criação, em 2009, o Fórum coordena o Encontro Nacional de Bacias, buscando a integração e a troca de experiência entre seus comitês membros. O objetivo maior é a gestão participativa e compartilhada dos recursos hídricos, bem como alternativas de controle para o uso racional da água.

MAIS INFORMAÇÕES
Secretaria Estadual dos Recursos Hídricos
(85) 3101.4023
Cogerh: (85) 3218.7020

Melquíades júnior
Colaborador

FONTE: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=889112

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