23/03/2011 12:00 am

EM MANAUS, DILMA LANÇA CAMPANHA CONTRA O CÂNCER

Em sua primeira visita ao Amazonas, depois de eleita com mais de 80% dos votos, a presidente Dilma Rousseff anunciou a prorrogação da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos e a exploração do potássio como forma de garantir a segurança alimentar. O anúncio aconteceu durante o lançamento do programa de fortalecimento da rede de prevenção, diagnóstico e tratamento de câncer de mama e de colo de útero.

A solenidade reuniu artistas nacionais, locais, poetisas, desportistas, além de autoridades da Região Norte do país, como os governadores do Amazonas, Acre e Roraima. Parlamentares e ministros também compareceram à reunião, que aconteceu no Teatro Amazonas, no centro de Manaus.

Hebe Camargo, Daniela Mercury, Cássia Kiss, Fafá de Belém, Hortência, Maria Rita, Márcia Siqueira, Maureen Maggi, Tânia Alves, Terezinha Guilhermina, Elisa Lucinda e Zezé Mota acompanharam a presidente na campanha de prevenção ao câncer. “Eu estou nessa campanha porque acredito nela”, disse a apresentadora de TV, Hebe Camargo.

Dilma anunciou que até 2014, o Governo Federal vai investir R$ 4,5 bilhões no programa. Os recursos serão divididos da seguinte forma: R$ 382,4 milhões no programa nacional de controle do câncer de colo de útero; R$ 867,3 milhões para o programa nacional de controle do câncer de mama; R$ 3,2 bilhões na ampliação e fortalecimento da rede oncológica e R$ 24 milhões em informação à população. A expectativa do governo é que as ações beneficiem 3,8 milhões de mulheres por ano.

“Uma mulher da região norte tem 2,5 vezes a mais de chance de ter câncer de colo de útero, por isso a escolha do Amazonas para o lançamento do programa. Cada prefeito vai ter que ter meta de cobertura. O recurso financeiro vai para cada município que atingir a meta”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Os dados do MS apontam que a incidência de câncer de colo do útero na Região Norte é de 39,6 casos por 100 mil mulheres, mais que o dobro da média nacional (18), sendo o tipo de câncer mais freqüente, com 24,3% de todos os casos de câncer nas mulhreres.

Para o Amazonas, o ministro Padilha anunciou a construção de um laboratório central para realização de exame de papanicolau. Segundo Padilha, um dos principais problemas de diagnóstico é a baixa qualidade dos exames realizados na Região Norte. “São muitos laboratórios pulverizados sem uma escala suficiente para aferir qualidade. Quando você realiza 15 mil exames por ano você melhora muito a qualidade dos exames. É esse o nosso objetivo”, afirmou.

Padilha disse que o laboratório vai ter projetos de telemedicina de telediagnóstico e será construído na capital. Outro semelhante será feito no Pará. Já os centros especializados de diagnóstico de colo de útero e de tratamento do câncer de mama serão no interior dos estados, inclusive no interior do Amazonas. “Nós vamos fechar com o Estado aonde vão ser as cidades”, anunciou o ministro.

O governador Omar Aziz disse que o Amazonas é o Estado com o maior índice de câncer de colo de útero da Região Norte. “Nós temos 6 mil comunidades com caboclos, índios e crianças. Vamos usar o barco PAI (Pronto Atendimento Itinerante) para chegar até essas pessoas”, disse. Ele também pediu da presidente a compra de mamógrafos para todas as cidades do Estado.

Dilma aproveitou para pontuar algumas questões locais:

Recuperação da BR-319 (liga Manaus a Porto Velho) – Somos a favor de qualquer obra desde que esteja dentro dos padrões ambientais. Ninguém vai fazer obrar hoje sem levar em conta os cuidados ambientais. O Amazonas aguarda a recuperação da via desde o governo Lula.

Potássio
 – Nós iremos explorar o potássio, pois isto está ligado à segurança alimentar. Ninguém terá segurança se não controlar a cadeia de fertilizantes. Em Uberaba lancei etapa de projeto de fertilizantes. Potássio é estratégica, pois é mais raro. Uma vez que a Petrobras tem essa condição, estamos fazendo projeto para viabilizá-lo.

Zona Franca de Manaus – Já temos a decisão de prorrogar a ZFM por 50 anos a contar do prazo de vencimento. Se não definirmos prazo fica difícil. Além disso, estamos pensando em estender para a região. É uma alternativa que evita a destruição da floresta. É levantar muro de proteção com a floresta e a biodiversidade.

De Manaus,
Mariane Cruz

 

fonte: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=150135&id_secao=1

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