1/12/2011 12:00 am

Em greve, policiais civis e militares de MA mobilizam centenas contra o Governo de Roseana Sarney

Em greve, policiais civis e militares de MA mobilizam centenas contra o Governo de Roseana Sarney

 terça-feira (29) foi um dia inesquecível! A mobilização exigindo o atendimento às reivindicações dos policiais  em greve e pelo FORA ROSEANA, como um rastilho de pólvora espalhou-se pela cidade de São Luís e também em Imperatriz, no sul do Maranhão. Esse movimento, denominado  “Primavera Maranhense”, reuniu centenas de pessoas entre  estudantes, professores que este ano fizeram 78 dias de greve e foram ignorados pela governadora, operários, bancários, funcionários públicos, CSP Conlutas, ANEL, UNE, diversos Centros acadêmicos da UFMA e UEMA, sindicatos diversos, PSTU, PSOL, PDT, PC do B.

 

“Ôh, Roseana pode tremer, os maranhenses vão desempregar você”.  “Sarney, ladrão, devolve o Maranhão”. “Um, dois três Sarney no xadrez e pra ficar bacana vai também a Roseana”,  “Fora Sarney!”.  Foram algumas palavras de ordem que marcaram o ato, assim como a indignação da juventude a emoção dos policiais.

Essa manifestação unificada de apoio ao movimento grevista do sistema público de segurança antecede uma série ações feitas por esses profissionais.  Policiais militares, civis e bombeiros em greve, chegaram a ocupar a Assembleia Legislativa do estado do Maranhão há cinco dias. Esses trabalhadores têm sofrido duros ataques por parte do Governo, a mídia da oligarquia Sarney vem tentando a todo custo colocar a população contra a greve, disseminando boatos de assaltos e arrastões, ameaçando os dirigentes do movimento de prisão. Além disso, policiais em estágio probatório são ameaçados de demissão. Como se não bastasse, o Tribunal de Justiça do Maranhão decretou a greve ilegal e determinou pagamento de R$ 200 por dia para cada policial em greve. Mais de 200 homens da Força Nacional convocados pelo governo Roseana para “fazer o que for necessário”, mais de mil homens do Exército Brasileiro no Maranhão. Isso não esmoreceu a luta desses trabalhadores que demonstraram  nessa mobilização a força do movimento.

 

No ato, foi lido pela representante da ANEL – Rielda Alves, o Manifesto das entidades exigindo a saída imediata de Roseana Sarney do governo, denunciando o caos social que vigora no estado, a corrupção, a irresponsabilidade e o desgoverno, a truculência e autoritarismo:

 

Estamos diante de um clima de caos, causado única e exclusivamente pelo descaso criminoso do poder público

estadual do Maranhão. A governadora Roseana Sarney Murad tem demonstrado que seu governo não está comprometido em cuidar das pessoas como diz a sua propaganda enganosa. A saúde não existe e é marcada pela imensa e deslavada corrupção de seu cunhado, Ricardo Murad. Na educação, enquanto a sociedade clama pelos investimentos em 10% do PIB, ela estatiza ilegalmente a fundação de seu pai, tentando manter o Convento das Mercês como museu de sua família. Na área da cultura ela vai torrar milhões bancando uma escola de samba do Rio de Janeiro, sem qualquer justificativa. Some-se ao crescimento da miséria, a violência no campo, ao avanço do latifúndio, ao profundo desrespeito aos diretos humanos e temos uma mostra do que é o Maranhão sob o desgoverno de Roseana. Estamos viajando num trem descarrilado!

 

Em Carta Aberta à sociedade brasileira a Associação dos Servidores Públicos Militares do Maranhão manifestou apoio aos quilombolas e às lutas sociais no estado, fazendo autocrítica do posicionamento da polícia:

 

Hoje, quando a nossa categoria está em greve em todo o Maranhão, está chegando a São Luís grupos de quilombolas e de lavradores sem terra. Eles, que após sucessivos acampamentos, vem novamente à nossa capital, desta vez para tratar com o presidente nacional do INCRA.


 

Sabemos que, historicamente, a relação entre a Polícia Militar e as organizações populares em nosso país não é boa. Porém, neste momento importante da história, onde lutamos por dignidade e melhores condições de trabalho, achamos oportuno falar desta outra luta, travada pelos homens e mulheres do campo. Primeiro, temos que lamentar pela violência, oriunda dos conflitos de terra. Infelizmente ela acontece e nós, ao longo do tempo, tivemos nossa parcela de responsabilidade neste problema. Admitimos os nossos excessos e, agora, pedimos desculpas por eles.


 

Por outro lado, agora, quando grande parte da sociedade maranhense está sendo solidária conosco, queremos também deixar  clara a nossa solidariedade com a luta dos quilombolas, dos índios, dos sem terra! Somos o mesmo povo, vítimas da mesma opressão, da mesma exploração que se alastras pelos quatro cantos do Maranhão!


 

É importante, antes de tudo, reconhecer que nós somos todos irmãos!

 

Mobilizações devem continuar a ocorrer nos próximos dias. Roseana Sarney está entre os 10 governadores denunciados no TSE por abuso de poder econômico e utilização incorreta dos meios de comunicação.

 

Pressionado, o governo no mesmo momento em que a manifestação ocorria convocou o comando de greve e as negociações continuam até hoje.

 

Com informações de Cláudia Durans (CSP Conlutas Maranhão)

http://cspconlutas.org.br/2011/12/em-greve-policiais-civis-e-militares-do-maranhao-mobilizam-centenas-de-pessoas-contra-o-governo-de-roseana-sarney/

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