21/06/2012 12:00 am

Egito: manifestantes mantém a ocupação da praça Tahrir

Egito: manifestantes mantém a ocupação da praça Tahrir

 

A Irmandade Muçulmana voltou a ocupar hoje (21) a praça Tahrir para protestar contra as últimas medidas tomadas pela Junta Militar egípcia, num momento em que o país atravessa um clima de instabilidade política marcado pelo atraso dos resultados eleitorais. Milhares de manifestantes se concentraram entre as tendas e barracas que centenas de pessoas estão há três dias acampando no local.

 

Os islamitas e diferentes grupos revolucionários se opuseram à recente decisão da Junta Militar de aumentar seu poder por meio de uma série de emendas à Declaração Constitucional provisória, vigente desde março de 2011. Além disso, os manifestantes rejeitam a dissolução do Parlamento egípcio, ordenada pelo Tribunal Constitucional e formalizada depois pela cúpula militar que dirige o país desde a renúncia do presidente Hosni Mubarak em fevereiro de 2011.

 

O nome de Mursi foi entoado na praça e os manifestantes criticaram o fato da Comissão Eleitoral ter adiado o anúncio dos resultados oficiais, que estavam previstos para hoje, sem comunicar uma nova data. “Com o atraso dos resultados das eleições, que Mursi ganhou, a Junta Militar quer nos levar à violência”, disse um membro da Irmandade, Osama Jaafar, que insistiu no apoio de seu grupo à luta pacífica.

 

Nesse ambiente de tensão, vários grupos políticos, entre eles a Irmandade Muçulmana, convocaram para sexta-feira uma grande concentração para continuar protestando contra a Junta Militar. Dirigentes da Irmandade insistiram que não se trata de uma luta entre seu grupo e a cúpula militar, e defenderam a realização de um referendo para que os egípcios decidam sobre as novas prerrogativas das Forças Armadas.

 

A incerteza política se alastra nestes dias pelo Egito, que também segue na expectativa sobre o estado de saúde de Mubarak. Por enquanto, não surgiram novas informações sobre a saúde do ex-mandatário, que teve que ser transferido há dois dias da prisão de Tora para um hospital militar na capital após sofrer uma trombose.

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=186522&id_secao=10

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