11/01/2011 12:00 am

DEPOIS DOS 72 HOSPITAIS, VEM AÍ OS 26 PRESÍDIOS

DEPOIS DOS 72 HOSPITAIS, VEM AÍ OS 26 PRESÍDIOS

 

O secretário da recém criada Secretaria de Estado de Justiça e Administração Penitenciária, Sérgio Tamer, fez no último dia 6 uma visita ao Complexo de Pedrinhas. No local, tomou conhecimento de como funciona o sistema penitenciário do Estado. Durante a vistoria, Tamer classificou o sistema como “perverso”, sem possuir as mínimas condições de confortabilidade para os presidiários.

Ao perceber o complexo problema que vive hoje o sistema carcerário do Maranhão, Sérgio Tamer anunciou algumas medidas iniciais que irá adotar, entre as quais a regionalização dos presídios para evitar deslocamentos. Para isso, disse que iria construir 26 presídios ao longo do governo. Algo difícil de acreditar, haja vista as promessas megalomaníacas do governo Roseana Sarney, como os 72 hospitais do Programa ‘Saúde é Vida’, que não foram entregues dentro do prazo estabelecido.

Somados a isso, Sérgio Tamer afirmou que cinco presídios já estavam em construção. Só esqueceu de dizer que todos esses presídios ainda são do governo Jackson Lago, que já realizava o projeto de regionalização (basta ver a localização previstas para a construção) até ter seu mandato interrompido. Nos último dois anos a Secretaria de Segurança de Roseana não fez nada pelo sistema, a não ser acumular rebeliões.

O Governo Federal, que costuma definir seus investimentos nos Estados a partir do tamanho da população carcerária – e este dado do Maranhão indicava aportes da ordem de R$ 2 milhões – considerou tão qualificado o modelo gerencial adotado no Maranhão no Governo Jackson que decidiu reforçar o sistema como nunca havia feito anteriormente, aprovando a construção de novas unidades prisionais. Os recursos foram então depositados, os processos licitatórios concluídos e as construções estavam prontas para serem iniciadas no começo de 2009:

Unidades financiadas pelo Depen

Construção do Centro de Ressocialização de Imperatriz – vagas 210

Construção da Penitenciária Feminina – vagas 210

Construção do Centro de Ressocialização de Pinheiro – vaga 168

Além disso, o Depen também bancou a Ampliação da Penitenciária de São Luis com 208 vagas. O Estado também entrou com recurso para a construção de novas unidades onde estavam previstas a construção de várias a partir de 2009.

Unidade Prisionais financiadas pelo Estado:

Centro de Detenção Provisória – 402 vagas (concluído)

Centro de Ressocialização de Bacaba – 210 vagas

Casa do Albergado e Egresso de Imperatriz – 40 vagas

Em maio de 2007, logo no inicio do Governo Jackson Lago, foi decretado o Estado de Emergência para enfrentar a grave situação de crise do sistema, com medidas estruturantes de curto e médio prazo.

Como primeira medida, e com apenas 1 ano e 4 meses de governo, foram retirados todos os presos de delegacia da capital. Livrou-se, assim, de situação sub-humana dezenas de apenados além de acabar com as fugas semanais que aconteciam nas delegacias da capital, cuja está concentrada a maior parte da população maranhense. Com tal medida, novos policiais, que antes ficavam cuidando de presos, puderam voltar para a sua atividade profissional: a investigação de crimes.

Os presos citados acima foram para o novo Centro de Detenção Provisória. Tal Centro foi construído em 4 meses, utilizando uma tecnologia de ponta, que serviu de referência para vários Estados, a exemplo da Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais.

Em 9 anos de gestão, foram abertas 450 vagas no Sistema Penitenciário do Estado. Em 2 anos e quatro meses de gestão, o Governo Jackson Lago abriu mais de 700 vagas. E abriria mais de 1400 até o final de 2010, com a construção desses novos presídios e mais a ampliação e recuperação dos já existentes.

Fonte : Blog do John Cutrim

FONTE: http://www.tribunadomaranhao.com.br/noticia/depois-dos-72-hospitais-vem-ai-os-26-presidios-8930.html

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