4/11/2010 12:00 am

DEFESA CIVIL EXECUTA PLANO DE COMBATE ÀS ENCHENTES

DEFESA CIVIL EXECUTA PLANO DE COMBATE ÀS ENCHENTES

A aproximação do período chuvoso na Região Tocantina, que, segundo a meteorologia, deverá chegar mais cedo e ser rigoroso, levou a Superintendência da Defesa Civil de Imperatriz a iniciar o recadastramento das famílias ribeirinhas. O levantamento, iniciado com quase um mês de antecedência em relação ao ano passado, abrangerá os bairros Beira-Rio, Caema, Vila Leandra e Curtume.

O superintendente municipal da Defesa Civil, Francisco das Chagas Silva (Chico do Planalto), explicou que o trabalho faz parte da primeira etapa do Plano Municipal de Combate às Enchentes do Rio Tocantins 2011.

Conforme o cronograma, os agentes da Defesa Civil percorrerão toda a área ribeirinha para ouvir as famílias. No levantamento feito no início deste ano, tinham 415 famílias, o que corresponde a mais de 2 mil pessoas entre adultos e crianças morando nesta região da cidade, mas esse número pode ter aumentado.

“De um ano para outro, o número muda muito e um exemplo disso é que este ano nós levamos 51 famílias para o Parque de Exposições Lourenço Vieira da Silva. Entre estas 51 famílias, duas ou três eram intrusas, ou seja, não estavam na área, mas que se alojaram para tirar proveito da situação”, exemplificou Chico do Planalto.

Dados – De posse do relatório com o número real de famílias ribeirinhas, a Defesa Civil dará início à segunda etapa do plano que diz respeito ao contato com parceiros, como Corpo de Bombeiros, Sindicato Rural, Exército, Marinha e secretarias municipais.

Na lista de parceiros, o superintendente também fez questão de citar ainda os meios de comunicação. No ponto de vista dele, a mídia colabora com o Município para divulgar sobre o risco de enchente do Rio Tocantins e de riachos que cortam a cidade.

As etapas seguintes do plano correspondem à realização de obras de infra-estrutura de moradia provisória das famílias que nesse caso são em barracas do parque de exposições. Este trabalho é realizado apenas na época das enchentes.

A preparação interna da Defesa Civil também já foi realizada. No ano passado, o órgão promoveu treinamentos sobre como fazer cadastramento das famílias e elaborar projetos para reivindicar recursos nas esferas estadual e federal.

Sobre as enchentes dos afluentes do Rio Tocantins, o superintendente disse que o trabalho de limpeza dos riachos vem sendo realizado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura.

“Às vezes digo que não foi o rio que atingiu as pessoas, mas estas que afetaram o Tocantins. Passamos o ano inteiro avisando dos perigos de morar em áreas de risco”, ressaltou Chico do Planalto, acrescentando que os riachos transbordam, mas em menos de meia hora voltam ao nível normal. Nesse caso, segundo ele, apenas a limpeza desses córregos resolve.

Na lista de bairros afetados pelas enchentes dos riachos estão as vilas Cafeteira, João Castelo, Redenção I e II e JK, além do Parque Alvorada, alguns pontos dos bairro Santa Rita e Bacuri. Os riachos que cortam estes bairros são: Cacau, Bacuri, Santa Teresa, Capivara.

Risco – O superintendente da Defesa Civil reconhece que as chuvas provocam transtornos, mas reafirma que não há pontos de quedas de barreira. Na cidade não há, pelo menos por enquanto, casas que correm o risco de desabamento.

A área que preocupa a Defesa Civil é a do bairro Caema, onde o processo de erosão do riacho Bacuri está adiantado.

Preocupada com a situação, o órgão preparou uma proposta de um projeto no valor de R$ 1,5 milhão para a construção de um muro de arrimo no riacho Bacuri no bairro Caema, onde a erosão já “engoliu” 10 casas nos últimos cinco anos.

A proposta foi enviada ao Ministério da Integração Nacional via Defesa Civil, que deverá analisá-la. Se aprovada, a proposta será transformada em projeto, mas Chico do Planalto disse que em um ano o Município nunca recebeu a resposta sobre a aprovação ou não dela.

“A construção do muro de arrimo não evitará enchentes, mas protegerá o riacho, que vem avançando em direção à cidade. A erosão vai avançar, se nada for feito, alertou o superintendente.

Edison Lobão – A falta de infra-estrutura das ruas da Vila Getat, no município de Governador Edison Lobão (30 km de Imperatriz), tem sido criticada pelos moradores e motoristas que reivindicam da Prefeitura a execução de obras de qualidade para melhorar o tráfego de veículos.

O problema se agravou com as últimas chuvas que caíram na cidade, deixando poças de lamas em vários trechos que ainda não receberam os serviços de melhoria, com a chamada Operação Piçarra.

Na rua Projetada B, a comunidade reclama de uma grande poça de lama que se formou por conta dos buracos nas ruas do bairro, embora a Prefeitura de Governador Edison Lobão tenha iniciado um serviço paliativo de recuperação das ruas da Vila Getat.

O serviço, que deveria ter sido executado no verão, começou atrasado, gerando insatisfação dos moradores que reclamam da inércia do Município na solução dos problemas emergenciais.

Mais

Este ano, o período de chuvas foi considerado pela Defesa Civil como atípico, com poucas chuvas, se comparado aos anos anteriores. Mesmo assim, em abril, várias famílias foram expulsas de casa pelo Rio Tocantins. Nos meses de abril e maio de 2009, 71 famílias foram desabrigadas pelas enchentes.

Fonte: Imirante.com

FONTE: http://www.portaldomaranhao.com.br/2007/?pg=ler&id=21730

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