11/07/2012 12:00 am

Cúpula sobre planejamento familiar defende direitos das mulheres

Cúpula sobre planejamento familiar defende direitos das mulheres

 

A cúpula sobre planejamento familiar, promovida pelas Nações Unidas, que aconteceu nesta quarta-feira (11), Dia Mundial da População, fez um apelo a todos os países: de investir mais recursos governamentais para salvaguardar os direitos reprodutivos das mulheres e, assim, dar a mais de 120 milhões de mulheres o acesso ao planejamento familiar até 2020. A cúpula chamou a atenção para o fato de que a taxa de crescimento populacional não é inevitável.

 

 

“Creio que o impulso mundial que criará será bom para que mulheres e adolescentes possam exercer seu direito de planejar suas vidas”, declarou o diretor executivo do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), o nigeriano Babatunde Osotimehin.

 

Na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) o grupo de mulheres expressou sua desilusão com o documento final. “Estamos indignados pelo fato de os governos não terem reconhecido os direitos reprodutivos como um aspecto central da igualdade de gênero e do desenvolvimento sustentável no documento final”, diz um comunicado do grupo que reuniu cerca de 200 organizações de mulheres da sociedade civil.

 

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), aproximadamente 222 milhões de mulheres no Sul em desenvolvimento desejariam contar com métodos de planejamento familiar, mas não podem ter acesso a eles por várias razões, entre as quais questões culturais e falta de recursos humanos e econômicos. O UNFPA estima que ainda são necessários US$ 4,1 bilhões por ano para cobrir as necessidades de métodos anticoncepcionais modernos nos países em desenvolvimento.

 

Osotimehin disse que a organização pede urgência aos doadores e aos países-membros da ONU para contribuírem no sentido de se alcançar essa quantia. “Identificamos 69 países com as maiores necessidades, e esperamos que a cúpula possa arrecadar os fundos necessários para eles”, destacou. O UNFPA disse que gasta 25% de seus fundos com programas destinados a “ajudar os governos a comprar métodos de planejamento familiar e melhorar seus serviços reordenando suas prioridades”. A agência prevê aumentar este gasto para 40%.

 

Para concentrar maior atenção, a reunião de Londres coincidiu com o Dia Mundial da População, destinado a conscientizar sobre como administrar um mundo com sete bilhões de pessoas, uma cifra que, se for mantida a tendência atual, se prevê que aumentará pra nove bilhões em 2050.

 

Para promover políticas de planejamento familiar, é preciso mobilizar comunidades, reformas na legislação e incentivos econômicos.

 

Fonte: Envolverde/IPS

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=188276&id_secao=10

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