31/10/2012 12:00 am

CSP-Conlutas orienta entidades que enviem carta exigindo a demarcação de terras indígenas

CSP-Conlutas orienta entidades que enviem carta exigindo a demarcação de terras indígenas

À

Todas as entidades e movimentos da CSP-Conlutas Central Sindical e Popular

 

Companheiras (os),

Frente aos ataques  sofridos pela comunidade indígena Guaranis- Kaiowás e conforme discussão na última reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas ocorrida nos dias 26, 27 e 28 de outubro em São Paulo,  a central orienta que todas as entidades e movimentos enviem a carta exigindo a desapropriação e demarcação das terras reivindicadas pelos Guaranis- Kaiowás no Mato Grosso do Sul.

 

Solicitamos que enviem o texto que segue abaixo para os endereços indicados com cópia para secretaria@cspconlutas.org.br

É muito importante a nossa solidariedade neste momento com o envio do texto as autoridades  para demonstrar que os companheiros não estão sozinhos nessa luta.

E-mails:

Dilma: gabinetepessoal@presidencia.gov.br

Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidencia): sg@presidencia.gov.br

José Eduardo Cardozo (Ministério da Justiça): chefiadegabinete@mj.gov.br

Maria do Rosário Nunes (Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República): direitoshumanos@sdh.gov.br

Marta Maria do Amaral Azevedo (Presidência da FUNAI): presidencia@funai.gov.br

Carta:

 

Ao Destinatário:

 

Serve o presente ofício para manifestarmos nosso apoio à luta dos povos indígenas do nosso país que estão sob ameaças e ataques à sua dignidade e integridade física, em especial o povo da etnia Guarani-Kaiowá do estado de Mato Grosso do Sul na região de fronteira com o Paraguai, em Paranhos.

 

Este povo é perseguido, assassinado e sofre sistemáticas violações do direito à terra que habitam desde o século XVIII. Mas os ataques a indígenas ali residentes, principalmente aos caciques das tribos, prática já antiga, se intensificou alarmantemente nos últimos meses.

 

Os agressores são pistoleiros a mando de fazendeiros da região que, em vídeo divulgado recentemente na internet pelas redes sociais, declararam guerra aos índios. A facilidade dos pistoleiros obterem farto armamento por estarem situados na fronteira com o Paraguai impõe uma correlação de forças que está levando ao genocídio dos indígenas.

 

Sob a tutela da portaria 303 da AGU (atualmente em tramitação), os fazendeiros e seus jagunços estão implantando o terror para tomar as terras que pertencem àquela comunidade indígena.

 

Entre outros abusos esta portaria prevê a proibição de novas demarcações e revisão daquelas que não se adéquem às condicionantes do STF. Também autoriza a implantação em territórios indígenas de unidades, postos e demais intervenções militares, malhas viárias, empreendimentos hidrelétricos e minerais de cunho estratégico, sem consulta aos povos e comunidades. Afeta, ainda, a autonomia em relação ao usufruto das terras.

 

Uma carta divulgada no dia 08 de outubro último dá a dimensão da situação dramática pela qual estão passando estes indígenas. ”Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação e extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes federais. Já aguardamos esta decisão da Justiça Federal. Decretem a nossa morte coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay e enterrem-nos aqui. Visto que decidimos integralmente a não sairmos daqui com vida e nem mortos”.

 

Diante de tudo isso, a CSP-Conlutas, reunida no último dia 28 de outubro de 2012 em sua Coordenação Nacional na qual participam todas as suas entidades e movimentos filiados manifesta seu apoio a luta do povo indígena exigindo das autoridades competentes a desapropriação bem como a demarcação das terras reivindicadas pelos Guaranis-Kaiowás.

 

 

 

Respeitosamente,

Assina:

http://cspconlutas.org.br/2012/10/csp-conlutas-orienta-entidades-que-enviem-carta-exigindo-a-demarcacao-de-terras-indigenas/

CONTATOS

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